Pesquisadores da USP criam fogões solares para comunidades carentes de SP

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A ideia é evitar que as pessoas queimem lenha para cozinhar refeições, o que pode trazer severos danos à saúde. Com o projeto, os pesquisadores poderão monitorar a qualidade do ar interno de cada casa e a saúde dos moradores


Em 2018, cerca de 14 milhões de famílias brasileiras usaram fogões a lenha para cozinhar por falta de recursos para ter um fogão convencional.  

Para dar uma alternativa às famílias de comunidades carentes da cidade de São Paulo que não tem o fogão convencional, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) pretendem levar fogões solares para famílias que vivem em situação de vulnerabilidade na capital paulista.

A ideia é evitar que as pessoas queimem lenha para cozinhar refeições, o que pode trazer severos danos à saúde. “Principalmente para mulheres e crianças, a poluição do ar indoor, por causa da fumaça, pode causar graves problemas cardíacos e respiratórios”, explica Márcia Akemi, professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

O fogão solar usa a energia do sol para cozinhar os alimentos, sem gerar poluentes, sendo que o fogão solar mais simples pode ser construído com chapas de papelão, papel alumínio, cola, fitas adesivas e uma panela preta. “Não tem desafios tecnológicos, é muito mais uma mudança cultural porque, como os tempos de cozimento são maiores, você precisa ter mais preparo. A comida fica boa, mas são assados e cozidos, basicamente”, diz o Prof. Alberto Hernandez Neto, da Escola Politécnica da USP.

O projeto dos fogões solares está inserido num edital de empreendedorismo social da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP. Através do projeto, os pesquisadores poderão monitorar a qualidade do ar interno de cada casa e a saúde dos moradores.

“Nas casas que aceitarem participar do projeto, vai ter uma equipe da Faculdade de Medicina que vai medir a capacidade respiratória das famílias. O departamento de Ciências Atmosféricas vai fazer o monitoramento da qualidade do ar indoor, da quantidade de CO2, monóxido de carbono e material particulado e a gente vai fazer o monitoramento das variáveis meteorológicas para conscientizar quais seriam os dias mais favoráveis ao uso do fogão solar e deixar o fogão a lenha de lado”, explica a professora Márcia.


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