Pesquisadores brasileiros criam antisséptico bucal que inativa vírus da Covid-19

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Pacientes do Hospital Estadual de Bauru, infectados pela Covid-19, participaram dos testes: quem utilizou o antisséptico negativou a carga viral e o tempo de internação diminuiu pela metade, em comparação aos outros pacientes


Em mais uma tentativa de criar um produto que elimine ou proteja as pessoas do vírus da Covid-19, pesquisadores brasileiros criaram uma fórmula para um antisséptico bucal capaz de inativar em 96% a proliferação do vírus.

“Dados mostraram que o antisséptico Detox Pro teve uma resposta positiva em 96% das amostras testadas, com um protocolo de uso por cinco vezes ao dia durante um minuto, inativando o vírus. Pesquisas similares estavam sendo feitas por outros grupos no mundo, mas é o Brasil que avança com este pioneirismo científico”, ressaltou Fabiano Vieira Vilhena, cirurgião dentista e doutor em Biologia Oral pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB).

Testes em seres humanos comprovaram a eficácia do produto e desde outubro o antisséptico foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O produto também foi testado no tecido de máscaras com redução da carga viral em 98,75%.

É importante frisar que o produto é apenas uma prevenção contra o vírus, assim como a máscara facial. “Ele [o antisséptico] faz com que a carga viral diminua e dê condições para que o organismo e os medicamentos possam de fato melhorar a condição de saúde daquele indivíduo”, explica Fabiano.

Participaram do projeto pesquisadores do Centro de Pesquisa e Inovação da Dentalclean, com o apoio de centros de referência de pesquisa da Universidade de Odontologia de Bauru (da USP), do Instituto de Ciências Biológicas da USP, do Instituto Federal do Paraná e da Universidade Estadual de Londrina.

O antisséptico inativa o vírus da Covid-19 na boca porque foi desenvolvido a partir da tecnologia Phtalox, um pigmento que promove a formação de oxigênio reativo a partir do oxigênio molecular. Para chegar na fórmula ideal, foram realizadas seis etapas com testes em 107 pessoas. No entanto, outros testes podem acontecer com outras 2.100 pessoas para melhorara outros atributos do antisséptico.

Pacientes do Hospital Estadual de Bauru, infectados pela Covid-19, participaram dos testes: alguns receberam o antisséptico e outros placebo. Após analisarem as amostras, os pesquisadores concluíram que quem utilizou o antisséptico negativou a carga viral e o tempo de internação diminuiu pela metade, em comparação aos outros pacientes.

De acordo com a empresa Dentalclean, o antisséptico estará disponível para venda no início de dezembro. Um frasco de 600ml deve durar cerca de um mês e vai custar aproximadamente R$ 30.


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