Pesquisador da USP cria técnica mais eficiente para extrair proteína do milho

0
24

Atualmente, as indústrias não conseguem extrair 100% da proteína porque utilizam resíduos do grão do milho misturados com etanol comum. A nova técnica pode ainda ajudar indústrias de bioplástico e usinas de etanol a obterem um lucro de cerca de 200%


Hoje em dia, empresas e indústrias que realizam a remoção da proteína do milho, conhecida como zeína, não conseguem extrair nem metade do conteúdo porque utilizam resíduos do grão do milho misturados com etanol comum. Mas, uma nova técnica pode mudar os rumos dessa história e ainda ajudar indústrias de bioplástico e usinas de etanol a obterem um lucro de cerca de 200%.

A técnica foi criada por Sérgio Yoshioka, pesquisador do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo. A ideia consiste em alterar a acidez ou alcalinidade do etanol e gerar reações químicas para que a extração da zeína chegue a quase 100%.

“Além de ser mais eficiente, nossa técnica é mais barata, simples e rápida que as utilizadas atualmente para extrair zeína dos resíduos dos grãos de milho”, explica Sérgio Yoshioka.

Depois de extrair a zeína com a nova técnica, o pesquisador conseguiu produzir biomateriais 100% biodegradáveis, recicláveis, comestíveis e compostáveis. Para ilustrar a aplicação da técnica, o pesquisador também usou a matéria-prima para cobrir um queijo, já que a proteína do milho pode ser usada como filme que reveste alimentos.

Como o Brasil registra baixa eficiência dos atuais processos de extração da proteína do milho, o país não tem bioplásticos fabricados com zeína. Isso contradiz a posição do Brasil perante a produção de milho no ranking mundial, já que, de acordo com o IBGE, o Brasil ocupa a 4ª posição como maior produtor de grãos de milho no mundo.

Para viabilizar a nova técnica, o pesquisador Sérgio Yoshioka já pediu a “patente verde” no Instituto Nacional da Propriedade Industrial.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.