Para proteger árvores, parceria pretende prever a extração ilegal de madeira em florestas tropicais

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A ideia é usar dispositivos que detectam ruídos de motosserras e enviam um aviso aos guardas-florestais. A cada dois segundos uma área de floresta tropical (do tamanho de um campo de futebol) é destruída, de acordo com a ONG World Wide Fund for Nature


Segundo a Organização não governamental internacional World Wide Fund for Nature (WWF), uma área de floresta tropical (do tamanho de um campo de futebol) é destruída a cada dois segundos. Os problemas gerados com essa destruição são terríveis: extinção de centenas de espécies de animais e plantas, seca, ameaça as reservas indígenas de vários continentes.

Prever a extração ilegal de madeira em florestas tropicais é imprescindível para amenizar o problema e esse é o objetivo da parceria entre a Hitachi Vantara (subsidiária integral da empresa Hitachi) e a Rainforest Connection, organização sem fins lucrativos que usa dados em tempo real para impedir o desmatamento e a caça furtiva.

A ideia é prever a extração ilegal de madeira através de dispositivos, chamados ‘guardians’, que a Rainforest Connection construiu e colocou no alto das copas das árvores das florestas. Os ‘guardians’, então, detectam ruídos de motosserras e enviam um aviso aos guardas-florestais, que vão até o local verificar. No entanto, esse processo pode levar 14 dias, o que inviabiliza a chegada dos guardas a tempo de salvarem a árvore.

A Hitachi Vantara, então, criou uma solução para reduzir esse tempo: a empresa construiu algoritmos que criam uma linha de base dos sons da floresta tropical.

Por exemplo: a assinatura acústica da floresta muda antes dos madeireiros ligarem as motosserras porque eles andam pelo local, explorando a melhor árvore para derrubar. Com os avisos antecipados criados pela Hitachi Vantara, os guardas-florestais chegam a tempo.

“Seremos capazes de aumentar nossas operações e fornecer aos guardas-florestais maior certeza sobre quando os eventos ilegais provavelmente acontecerão”, acredita Topher White, CEO da Rainforest Connection.

A previsão é que neste ano o projeto seja implementado em florestas localizadas em mais de 11 países.


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