Para mapear florestas e obter dados sobre desmatamento, pesquisadores criam drone que voa sozinho

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O drone já está sendo testado nos Estados Unidos e foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros e norte-americanos. O equipamento pode desviar de árvores e obstáculos e, em poucos minutos, mapear grandes territórios, sendo um facilitador para o trabalho de especialistas ambientais


Cerca de 99% do desmatamento feito no Brasil, no ano passado, foi ilegal. Essa é a resolução de um relatório feito pela MapBiomas. Mais de 1,2 milhão de hectares de mata nativa foram devastados, o que equivale a oito municípios do Estado de São Paulo.

Os biomas mais desmatados são o Cerrado (408,6 mil hectares), o Pantanal (16,5 mil hectares), a Caatinga (12,1 mil hectares), a Mata Atlântica (10,6 mil hectares) e o Pampa (642 hectares).

Mas, um equipamento voador de 3 kg e quatro hélices, e que tem um computador de bordo, uma câmera, um controlador de voo e um sensor a laser é a aposta de pesquisadores para mapear florestas em poucos minutos para que o poder público tenha dados relevantes para conservar a natureza e monitorar crimes ambientais.

Este equipamento, o drone, é diferente de um drone comum porque ele voa sozinho, ou seja, não é preciso um controle humano. O drone já está sendo testado nos Estados Unidos e foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros e norte-americanos.

“Nós conseguiríamos avaliar o estado de conservação das florestas e detectar locais que precisam de reflorestamento, servindo de alerta para as autoridades ambientais caso alguma região apresente transformações suspeitas ao longo do tempo. Esse tema é muito relevante, principalmente pelo atual cenário que vivemos, de total descaso com a Amazônia”, afirma Roseli A. Francelin Romero, pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSAC) e professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Drone cria mapa em 3D da floresta sobrevoada 

Como este drone pode desviar de árvores e obstáculos e, em poucos minutos, mapear grandes territórios, seria um facilitador para o trabalho de especialistas ambientais que, ao fazer um inventário florestal, tem dificuldades de acessar matas, correm perigo por causa de animais selvagens, entre outras coisas.

Uma floresta de 400 mil m², por exemplo, poderia ser mapeada em 30 minutos pelo drone, enquanto engenheiros florestais levariam mais de 10 dias se trabalhassem 24 horas por dia. Com uma autonomia de voo de 20 minutos, o drone pode calcular a distância entre ele e as árvores ao redor em tempo real.  “Além de termos a possibilidade de fazer um inventário florestal em uma área de cobertura muito maior, com a atuação do drone esse processo se torna muito mais rápido, seguro e preciso”, explica Guilherme Nardari, pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT).


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