Para diminuir prejuízos causados por enchentes e secas, cientistas estudam seguro para munícipes

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Conhecido como “Seguro Indexado”, o seguro garante que as famílias vítimas das enchentes recebam um valor em dinheiro em caso de falta d’água ou tragédias ambientais. O valor também aumenta conforme o risco do desastre e seu potencial de prejuízos


Para garantir proteção e combate às enchentes e secas, um grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, tem estudado um modelo de seguros para ajudar a diminuir os danos causados pelas enchentes e secas no país.

Conhecido como “Seguro Indexado”, o seguro garante que as famílias vítimas das enchentes recebam um valor em dinheiro em caso de falta d’água ou tragédias ambientais. O valor também aumenta conforme o risco do desastre e seu potencial de prejuízos.

Por meio de imagens de satélite, dados das chuvas, análise da vazão de rios e do fluxo da água é possível mapear uma área, simular cenários, estimar danos provocados por eventos climáticos e calcular preços e valores de indenizações justos em casos de secas ou enchentes. Dá para recalcular os valores de forma transparente”, explica o professor Eduardo Mario Mendiondo, docente do Departamento de Hidráulica e Saneamento (SHS) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP.

Então, de posse do seguro indexado, as seguradoras podem investir nos locais onde ocorrem as enchentes ou indenizar os segurados, no caso de falta d’água.

De acordo com a Agência Nacional das Águas, entre 1995 e 2014, o Brasil perdeu cerca de R$ 9 bilhões por ano, por causa das secas e inundações.

Já o Novo Índice de Economia do Clima acredita que 48 países podem perder 18% do PIB mundial nos próximos 30 anos em decorrências das mudanças climáticas.

“O seguro indexado é uma alternativa e uma ferramenta muito válida. Ele tem o potencial de reduzir custos. Os gestores precisam integrar o ecossistema com as necessidades das pessoas para planejar o uso dos recursos hídricos, levando em conta as incertezas climáticas”, afirma a pesquisadora Gabriela Chiquito Gesualdo, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Hidráulica e Saneamento da EESC.


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