Para conscientizar crianças sobre abuso sexual, projeto cria vídeos e capacita professores

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Antes presencial, o “Projeto Eu Tenho Voz na Rede” chega na internet com vídeos sobre “Marcas da Infância: Vozes na Nuvem”. Para apoiar as crianças e mostrar que existe uma rede de acolhimento, professores serão capacitados para combater o abuso sexual infantil


Combater o abuso sexual de crianças e adolescentes. Esse é o foco do “Projeto Eu Tenho Voz na Rede”, criado pelo Instituto Paulista de Magistrados (IPAM).

O projeto já existe desde 2016, de forma presencial, mas agora ganha a internet para “sensibilizar crianças e adolescentes sobre a violência e o abuso sexual, assim como capacitar os professores e educadores das escolas do Ensino Fundamental I e II e dos centros comunitários para identificação precoce e acolhimento das vítimas”, explica o IPAM.

Para sensibilizar as crianças, o projeto criou quatro vídeos com o tema: “Marcas da Infância: Vozes na Nuvem”, produzidos pela Cia Narrar Histórias Teatralizadas. Cada vídeo atinge uma faixa etária diferente: um a partir dos 4 anos, dois a partir dos 7 anos e um vídeo a partir dos 12 anos.

“O que a gente faz é estimular e oportunizar a denúncia. No momento que a criança tem aquilo guardado com ela há muitos anos e percebe que não é só dela, que isso acontece com outras pessoas, com outras crianças, e que existe a rede de proteção e que pode se valer disso, ela se sente estimulada a denunciar”, afirma Tânia Mara Ahualli, presidente do IPAM e juíza titular da 1ª Vara de Registros Públicos de São Paulo.

Antes de apresentar os vídeos nas escolas públicas participantes do projeto, os professores dessas escolas serão capacitados através do Curso de Capacitação Básica no Combate e Prevenção ao Abuso Sexual Infantil. De acordo com o IPAM, “esses profissionais serão designados pelas Secretarias de Educação e terão acesso ao curso na plataforma mediante inscrição prévia. O curso contém 10 horas/aula, abordando temas como métodos consensuais de soluções de conflitos, mediação escolar, justiça restaurativa, prevenção e combate à violência doméstica, e no final haverá um fórum de debates com profissionais especializados e magistrados”.

Depois do curso de capacitação, haverá debates entre alunos e professores, com a participação online de juízes e outros voluntários do projeto.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 76% das crianças e adolescentes conhecem seus agressores, sendo que, na maioria dos casos, é uma pessoa da família. Na contramão disso, apenas 1% dos casos de abusos são registrados na Justiça.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

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