Para alavancar as vendas, empreendedores da periferia usam a internet para vender produtos

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Em 2020, diante da crise econômica imposta pela pandemia, 2,6 milhões de pessoas se formalizaram como MEIs, sendo este o maior número dos últimos cinco anos. Para alavancar as vendas, muitos optam por comercializar seus produtos pela internet, seja pelas redes sociais ou em uma loja virtual


Segundo o Sebrae, hoje, o Brasil tem 11,3 milhões de microempreendedores individuais. Desse total, de acordo com o estudo Perfil do MEI: 76% possuem o empreendedorismo como única fonte de renda, 51% dos MEIs em atividade tinham carteira assinada antes de se formalizar, 12% eram empreendedores informais e apenas 2% eram empreendedores formais antes de se tornar MEI.

E, em 2020, diante da crise econômica imposta pela pandemia, 2,6 milhões de pessoas se formalizaram como MEIs, sendo este o maior número dos últimos cinco anos.

Muitos microempreendedores individuais, por exemplo, estão nas periferias e favelas do Brasil. E vendem de tudo: roupas, bonés, xícaras, sandálias, perfumes e cremes, itens para celulares, bolo de pote, coxinha, bolo para festa, enfim, são muitas opções.

Para alavancar as vendas, muitos optam por comercializar seus produtos pela internet, seja pelas redes sociais ou em uma loja virtual.

Na Zona Sul da capital paulista, por exemplo, um empreendedor inovou ao criar uma marca: o Vestiário da Quebrada. Dentro de um site de vendas, ele criou uma loja para aproveitar a visibilidade da internet e fazer a sua renda.

“No começo deste ano eu usava o Mercado Livre e trabalhava só com óculos. Fiz pesquisa de mercado antes, claro. Eu sabia que lupa era uma coisa que tinha mais procura e soube que esse era o melhor produto para eu vender. Então criei um Instagram chamado Lab Lupas. Só que eu vi oportunidade no Shopee, que tem taxas baixas e onde eu poderia vender mais e atrair mais o meu público. Então migrei para lá”, explica Gustavo Damasceno, morador do Jardim Guarujá.

Seu público é variado, mas composto em maioria pelas pessoas da periferia que também utilizam a internet para garimpar peças e produtos com preço baixo. “O Shopee agrega mais o público da periferia. Uma coisa que atrai muito são os preços baixos na página inicial da plataforma. Eu também acabo atraindo pessoas que têm um pouco mais de dinheiro…agora estou sentindo que a periferia está mais presente”, explica.


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