Para ajudar no tratamento da Covid-19, empresa brasileira cria “pulmão artificial”

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O equipamento faz a respiração fora do corpo do paciente, quando o respirador artificial não atinge mais seu propósito. Além de ser usado para Ecmo, também pode servir, temporariamente, como coração artificial em pacientes com problemas cardíacos


É comum que pacientes infectados de maneira grave pelo vírus SARS-CoV-2 (Covid-19) sofram com insuficiência respiratória. No início, muitos precisam da ajuda de cilindros de oxigênio para respirar e, quando o quadro piora, tem de ser entubados.

Para dar uma nova alternativa ao tratamento, a empresa brasileira Braile Biomédica criou um dispositivo que auxilia pacientes em estágio crítico.

Conhecido como Sistema Solis, o equipamento auxilia na terapia Ecmo, ou seja, a oxigenação por membrana extracorpórea (fora do corpo). Resumidamente, com o aparelho, se o respirador artificial não estiver mais ajudando o paciente, o Sistema Solis pode entrar no tratamento fazendo a respiração fora do corpo do paciente, como um pulmão artificial.

“O dispositivo drena o sangue para fora do paciente através de cateteres, faz sua oxigenação com auxílio de uma membrana polimérica e o devolve para o doente. É um tratamento invasivo de suporte à vida que pode ajudar a manter o paciente até que seu pulmão se recupere”, explica o engenheiro mecânico Rafael Braile, diretor de operações e pesquisa e desenvolvimento da empresa Braile Biomédica.

O Sistema Solis, além de ser usado para Ecmo, também pode servir, temporariamente, como coração artificial, no caso de pacientes que fizeram transplante de coração, sofreram infarto do miocárdio ou parada cardíaca.

O investimento na criação do equipamento veio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (R$ 3 milhões), da Agência de Desenvolvimento Paulista (R$ 2,5 milhões) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, junto com a Braile Biomédica, (R$ 2,3 milhões).   

“Desde os anos 1990 dominamos a tecnologia de fabricação de membranas de oxigenação para cirurgias cardíacas, que fazem o papel do pulmão por um período mais curto, entre seis e oito horas. O conceito do Sistema Solis é parecido, com a diferença de que ele precisa funcionar por 30 dias ou mais, enquanto o paciente está na UTI [Unidade de Terapia Intensiva] recuperando o seu sistema cardiorrespiratório”, diz o diretor da empresa Braile Biomédica.


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