Ônibus de SP diminuem emissão de poluentes durante a pandemia

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De acordo com o Primeiro Boletim do Monitor de Ônibus SP, em janeiro de 2021 houve queda de 57% na emissão de dióxido de carbono, em relação a 2016. O Boletim conclui que houve “melhora geral da questão ambiental e da saúde da população da cidade”


O Primeiro Boletim do Monitor de Ônibus SP, criado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), revelou que em janeiro de 2021 os ônibus da cidade de São Paulo emitiram 50% menos poluentes do que no mesmo mês de 2016.

No primeiro mês do ano, 13.948 veículos do transporte público circularam na capital paulista. Essa redução na emissão de poluentes foi possível porque houve queda na circulação de pessoas, então os ônibus trafegaram mais livremente e aumentaram a velocidade. O Boletim conclui que houve “melhora geral da questão ambiental e da saúde da população da cidade”.

Comparando janeiro de 2021 com janeiro de 2016, houve queda de 57% na emissão de dióxido de carbono, queda de 52% na emissão de óxidos de nitrogênio e queda de 71% na emissão de material particulado.

“As informações ainda apontam para o impacto da pandemia de Covid-19 no sistema de transporte público. A pandemia, exceto pelo problema óbvio de saúde pública, pode ser vista como um experimento na questão da mobilidade urbana. Ela mostrou que priorizar o transporte público, realmente, aumenta a eficiência socioambiental viária. O fato de pessoas seguirem isoladas socialmente e, consequentemente, usarem menos veículos próprios para se locomover, ajudou a melhorar a velocidade dos ônibus”, indica o IEMA.

Se comparada a janeiro de 2016, a oferta de transporte na capital paulista caiu 36%, e os motivos são vários: pandemia, novas linhas de metrô e trem, reestruturação de linhas. Em relação a velocidade, houve um aumento de 8%, já que menos pessoas utilizaram ônibus em janeiro, devido a pandemia.

É previsto que em 20 anos a cidade de São Paulo tenha extinguido a emissão de CO2. Até 2028, a emissão deve cair pela metade. Essas demandas estão previstas na Lei Nº 16802 de 17 de janeiro de 2018, que indica: “Num prazo de, no máximo 10 (dez) anos, a partir do início de vigência desta lei, deverá haver uma redução mínima de 50% (cinquenta por cento) e, num prazo máximo de 20 (vinte) anos, uma redução de 100% (cem por cento) das emissões totais de dióxido de carbono (CO2) de origem fóssil, relativamente às emissões totais das frotas, no ano de 2016”.


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