OMS convida pesquisadores brasileiros para fazer estudo sobre a Covid-19 em grávidas

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Organização Mundial da Saúde vai investir US$ 220 mil na aplicação de um protocolo que vai possibilitar a ampliação dos testes de Covid-19 em grávidas para três momentos: no início do pré-natal, no terceiro trimestre da gravidez e no parto


A Covid-19 é uma doença intrigante: não escolhe entre ricos e pobres; afeta jovens e idosos de maneiras diferentes; algumas pessoas sentem apenas a perda do olfato e paladar, outras pessoas têm sintomas gravíssimos e ficam dias na UTI até morrer.

Em dois grupos específicos, a Covid-19 é ainda mais intrigante: em crianças e grávidas.

Então, para entender todas as características do coronavírus no organismo de uma mulher grávida, pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de São Paulo (Unicamp) foram convidados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para realizar um estudo em maternidades de todo o Brasil para verificar os impactos da Covid-19 na gestação.

A iniciativa, no entanto, não é nova: acontece desde o início da pandemia, em vários países, e no Brasil foi batizada de Rede Brasileira em Estudos da COVID-19 em Obstetrícia (Rebraco). Então, já existem dados sobre como o vírus afeta gestantes e recém-nascidos.

Os primeiros dados revelam que, nas maternidades participantes do estudo, apenas metade das gestantes que apresentam sintomas de Covid-19 são testadas para saber se estão com o vírus. Mas, de acordo com a OMS, o ideal seria realizar uma testagem universal.  “A maior parte dos lugares só consegue testar casos internados, o que é um limitante para entender a prevalência da doença num grupo de risco como o de gestantes”, lamenta a professora Maria Laura Costa do Nascimento, uma das coordenadoras da pesquisa.

Para continuar o estudo, a Organização Mundial da Saúde vai investir US$ 220 mil na aplicação de um protocolo que será adaptado a cada local. Esse investimento inclui ampliar a testagem das grávidas para três momentos: no início do pré-natal, no terceiro trimestre da gravidez, e no parto.

“Assim a gente vai ter uma ideia de quantas pacientes são positivas, e de quantas eram negativas e positivam ao longo da gestação. Essa é a oportunidade que a gente tem agora: de seguir as mulheres mesmo antes da doença”, reforça o professor José Guilherme Cecatti, que também lidera o estudo no Brasil.

COVID-19 NA GRAVIDEZ: O QUE A CIÊNCIA SABE?

  • Em primeiro lugar, as gestantes fazem parte do grupo de risco, assim como idosos, doentes crônicos, pessoas com comorbidades.
  • Gestantes infectadas têm um maior risco de ter partos prematuros ou cesárea, principalmente se estiverem com sintomas graves.
  • Para os pesquisadores, a má formação fetal não parece ser um risco associado ao coronavírus.
  • A transmissão vertical da doença (de mãe para bebê) também se mostrou rara e sem gravidade para a criança.

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