Mulheres vítimas de violência participam de projeto para ganhar independência financeira

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O projeto Utopiar vende roupas produzidas por mulheres vítimas de violência doméstica. A ideia é quebrar o ciclo de violência e dependência financeira que elas têm com seus companheiros abusivos


Depois de ser vítima de violência durante um assalto, aos 17 anos, e ter que lidar com as consequências (depressão, síndrome do pânico, terror noturno e ansiedade), a empresária Renata Rizzi criou o projeto Utopiar: uma loja com roupas produzidas por mulheres vítimas de violência doméstica.

O projeto foi criado após Renata iniciar pesquisas sobre mulheres no mercado de trabalho, já que ela atuava no mercado corporativo e sentia falta de mulheres em cargos de liderança. Um dos motivos da inexistência de mulheres em posições de liderança é justamente a violência e a dependência financeira de seus companheiros.

Para incentivar a autonomia e independência feminina, surgiu o projeto Utopiar. “Mais do que a geração de renda, o resgate de autoestima é uma coisa incrível. Mulheres que ouviram por muitos anos que são burras ou incapazes, de repente se veem fazendo uma coisa bonita. Então elas se veem capazes, valorizadas porque são remuneradas, vão melhorando, ganhando confiança”, explica a empresária.

O projeto tem parceria com a ONG Fala Mulher, com assistência psicológica e jurídica para as mulheres vítimas e as acolhe (junto com seus filhos) em abrigos, quando elas correm risco de morte.

As mulheres que participam do projeto recebem aulas sobre tingimento de roupas, com técnicas tye-dye, e bordado. As peças são vendidas no site da Utopiar e em outras lojas. Quando as clientes recebem a compra, uma flor também é enviada, com o nome da mulher que produziu a roupa.

O projeto tem duração de 12 meses para cada mulher e a remuneração acontece com base na produção, independentemente da quantidade de vendas. Após esse período, elas são incentivadas a procurar um emprego. Em 2019, todas as participantes retornaram para o mercado de trabalho.


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