Lei obriga novos prédios a instalarem sistema de recarga para carros elétricos em SP

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A lei vale apenas para prédios a serem construídos a partir de 31 de março e não para prédios que já estão em construção. Os custos dos investimentos devem ser bancados pelas construtoras e, de acordo com o Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis, essa nova exigência não indica que haverá elevação de preços para os moradores, apenas para quem utilizar o equipamento de recarga


Desde o dia 31 de março, vigora na cidade de São Paulo uma lei que obriga novos prédios comerciais e residenciais a implantar um sistema de recarga para carros elétricos ou híbridos.

A lei vale apenas para prédios a serem construídos a partir de 31 de março e não para prédios que já estão em construção. Também não é exigência obrigatória para condomínios de habitação social construídos com recursos públicos.

De acordo com a lei criada pelo vereador Camilo Cristófaro (PSB) a gasometria elétrica, que é a medição do consumo de energia elétrica, deve ser feita individualmente e não há um número mínimo de pontos de recarga por prédio, portanto, as tomadas podem ser instaladas em pontos estratégicos ou próximas a cada vaga da garagem.

“A tendência atual de utilização de eletricidade como energia motora de veículos em geral encontra óbice na falta de infraestrutura básica de abastecimento”, justifica a lei.

Os custos dos investimentos devem ser bancados pelas construtoras e, de acordo com o Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis (Secovi-SP), essa nova exigência não indica que haverá elevação de preços para os moradores, apenas para quem utilizar o equipamento.

“A lei não dimensiona o gasto das construtoras. Não acredito que haja repasse ao consumidor. Na questão da locação, aí sim poderia ter um aumento, mas é muito difícil, porque são poucos carros elétricos rodando no país atualmente. Os imóveis que podem ser afetados são aqueles que precisarão fazer reforço na rede elétrica ou adaptações por defasagem tecnológica”, explica Carlos Borges, vice-presidente de tecnologia e sustentabilidade do Secovi-SP.

De acordo com a pesquisa “Mobilidade de Baixas Emissões, Qualidade do Ar e Transição Energética no Brasil”, feita pelo Instituto Clima e Sociedade, 92% dos brasileiros querem mais ônibus elétricos circulando pelas ruas das cidades. Entre os carros, 67% das pessoas informaram que trocariam seu atual meio de transporte por um modelo mais limpo.

Nos últimos 12 meses, a Noruega se tornou o primeiro país do mundo a ter mais de 50% de carros elétricos em sua frota.

O Brasil, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, tinha quase 12 mil carros elétricos em 2019 e o número subiu para quase 20 mil veículos no ano passado. Desse total, quase sete mil veículos elétricos foram emplacados no Estado de São Paulo.


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