Instituto cria curso de alfabetização para funcionários de construtora

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Mais de 270 pessoas já participaram do programa Construindo Letras, projeto de alfabetização mantido pelo Instituto MPD, organização sem fins lucrativos criado pela construtora MPD Engenharia. Além do curso, nos canteiros de obras há bibliotecas para funcionários se sentirem estimulados a ler


De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2019, o Brasil tem 11 milhões de analfabetos. Isso significa que cerca de 6,6% da população brasileira acima dos 15 anos não sabe ler nem escrever.

Por causa da pandemia da Covid-19, período em que muitas crianças não entraram na escola ou se afastaram dos estudos, é muito possível que na próxima pesquisa esse número aumente.

Mas, como a maioria dos empregos exige, pelo menos, o Ensino Fundamental completo, muita gente procura recuperar o tempo perdido e volta a estudar. Esse é o caso de mais de 270 pessoas que já participaram do programa Construindo Letras, um projeto de alfabetização mantido pelo Instituto MPD, organização sem fins lucrativos criado pela construtora MPD Engenharia.

Em fevereiro deste ano, inclusive, o Instituto MPD inaugurou uma sala de alfabetização para fundamental I e II, em um dos empreendimentos que a construtora está construindo em São Paulo. Equipada de computadores, biblioteca e espaço para criatividade, os funcionários da construtora recebem aulas de professores certificados pelo Ministério da Educação.

“Nós acreditamos muito que a educação transforma vidas. Temos diversas pessoas na área da construção que não tiveram a oportunidade de estudar e, infelizmente, não foram alfabetizadas. O ensino é direito de todo cidadão e ser voluntário deste projeto é gratificante, pois fazemos o bem para o outro, mas na verdade estamos fazendo o bem para nós mesmos. Nos dá uma sensação de felicidade”, afirma Sandra Barboza, coordenadora do Programa Construindo Letras.

Para complementar o processo de alfabetização do programa Construindo Letras, o Instituto MPD também promove a CanteiroTECA, ou seja, espaços construídos nos canteiros de obras que funciona como uma biblioteca. Todos os livros do acervo foram doados e são de fácil leitura.

“Foi preciso buscar maneiras de incentivar a leitura fácil e rápida, que se enquadrassem na realidade dos trabalhadores, a começar pelo nome que une a ideia de biblioteca a de um canteiro de obra.  Entendemos que a capacidade da leitura de ensinar de forma mais lúdica diversas competências da linguagem como a escrita, a gramática e a interpretação, faz com que o aluno não perceba que está aprendendo enquanto se distrai”, finaliza Sandra.


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