Instituto Butantan pede autorização da Anvisa para testar soro antiCovid-19 em humanos

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Atualmente, de acordo com o Governo de São Paulo, 3 mil frascos de soro estão prontos para o início imediato dos testes em humanos. Se autorizado e se o soro apresentar eficácia comprovada, será utilizado para tratar pessoas já infectadas e com sintomas. A ideia é bloquear o avanço da doença


O Instituto Butantan pediu, nesta sexta-feira (5), que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize o início do estudo clínico que vai analisar o efeito do soro antiCovid-19 em pacientes humanos. O soro tem como fonte o plasma de cavalos: o vírus foi inativado por radiação e aplicado nos cavalos, que produzem anticorpos do tipo IgG.

“Os animais que foram tratados tiveram seu pulmão protegido, ou seja, não desenvolveram a forma fatal da infecção pelo coronavírus, mostrando que os resultados de estudos em animais são extremamente promissores e esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nesses estudos clínicos que poderão ser autorizados”, explica Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Outros países, como Costa Rica, México e Argentina também estão desenvolvendo o soro, que pode ser eficaz no tratamento da Covid-19. A rápida pesquisa é possível porque as técnicas utilizadas já são empregadas na produção do soro antirrábico, então, há experiência acumulada. “Até hoje não foi desenvolvido um antiviral específico para o coronavírus e o soro pode ser uma alternativa”, explica a diretora de Inovação do Instituto Butantan, Ana Marisa Chudzinski-Tavassi.

Atualmente, de acordo com o Governo de São Paulo, 3 mil frascos de soro estão prontos para o início imediato dos testes em humanos.

“A equipe de pesquisadores do Butantan concluiu um teste de desafio, realizado em parceria com a USP, com ratos infectados pelo vírus vivo. Com o uso do soro, foi identificada diminuição da carga viral, além de perfil inflamatório reduzido, e os animais também apresentaram preservação da estrutura pulmonar”, informou o Governo estadual.
Se autorizado e se o soro apresentar eficácia comprovada, será utilizado para tratar pessoas já infectadas e com sintomas. A ideia é bloquear o avanço da doença.


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