Instituições públicas criam plano para monitorar lixo jogado no mar

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Iniciado em 2019, o documento traz os indicadores sobre geração de lixo, de exposição e de impactos para monitoramento da quantidade de lixo no mar. Com isso, é possível fazer uma análise das alternativas de combate ao lixo


Em 2019, o Ministério do Meio Ambiente lançou o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar e, um ano depois, já havia coletado cerca de 400 toneladas de resíduos nas praias brasileiras.

De acordo com dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, de 2017, os oceanos recebem cerca de dois milhões de toneladas de resíduos, ou seja, a maior parte do lixo encontrado no mar vem da terra, das pessoas.

Para diminuir esses dados e os impactos que o lixo jogado no mar causam ao meio ambiente, a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, a USP, o Instituto Oceanográfico (da USP), a Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano e o Instituto de estudos Avançados da USP se juntaram para criar o Plano Estratégico de Monitoramento e Avaliação do Lixo no Mar (Pemalm).

Iniciado em 2019, o documento traz os indicadores sobre geração de lixo, de exposição e de impactos para monitoramento da quantidade de lixo no mar. Com isso, é possível fazer uma análise das alternativas de combate ao lixo.

“Os ambientes costeiros e marinhos são responsáveis pela regulação do clima no planeta, ciclagem de nutrientes, recreação e o lazer, e vêm sofrendo com a pressão sobre os recursos naturais, a poluição e as mudanças climáticas. Embora os itens plásticos respondam pela maior quantidade de lixo nos oceanos, há materiais como o papel, bitucas de cigarro, apetrechos de pesca, tecido, madeira, metal, vidro, borracha, que são originados por diversas fontes. Ações humanas em terra e no ambiente marinho e a gestão inadequada dos resíduos sólidos são alguns dos fatores responsáveis pelo lixo no mar”, explica o Governo de SP.

Para 2021, a ideia é implementar o Plano Estratégico de Monitoramento e Avaliação do Lixo no Mar. “A próxima etapa do Pemalm é sua implementação, que deve ocorrer ainda neste ano. E a expectativa é que este documento subsidie a elaboração do plano de combate ao lixo no mar do estado de São Paulo”, comemorou Alexander Turra, pesquisador, professor do IOUSP e um dos principais idealizadores e coordenador técnico do Plano.


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