Hospital das Clínicas realiza estudo para entender funcionamento da vacina Coronavac em pessoas imunossuprimidas

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Pacientes imunossuprimidos podem ser infectados de maneira mais grave dependendo da vacina que tomarem. Por isso, o Hospital das Clínicas iniciou um estudo para entender como a vacina Coronavac age no organismo do grupo


Pacientes imunossuprimidos são aqueles que nasceram com uma deficiência imunológica ou, depois de contrair uma doença sistêmica, ficaram com o sistema imunológico abalado. Também existe a possibilidade de uma pessoa ficar imunossuprimida após um tratamento médico.

Essas pessoas, então, não podem receber qualquer tipo de vacina. A composição da vacina pode fazer com que imunossuprimidos contraiam determinada doença de maneira mais grave. Com a Covid-19 acontece o mesmo. Por isso, o Hospital das Clínicas iniciou um estudo para entender como a vacina Coronavac age no organismo de imunossuprimidos.

A vacina Coronavac, que tem sido aplicada na população brasileira desde o dia 17 de janeiro, foi desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

“Este estudo vem de uma linha de pesquisa em que a gente avalia pacientes com doenças reumatológicas, pacientes estes que têm uma resposta diminuída à infecção. A defesa está comprometida, então a gente já avaliou para a vacina H1N1, para febre amarela e, agora, com a Covid, algo que pouco se conhece, estamos com o interesse ainda maior, considerando que os pacientes imunossuprimidos não foram considerados pacientes prioritários na vacinação”, explica Eloísa Bonfá, diretora clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A médica defende que pacientes imunossuprimidos deveriam estar no grupo prioritário da vacinação porque têm grandes chances de morrer por infecção. O estudo tem o objetivo de descobrir se o organismo de um imunossuprimido se defende de maneira semelhante ou de forma reduzida, em comparação com o grupo de controle (saudáveis).

O estudo tem a participação de 1.525 pacientes imunossuprimidos e 542 pessoas no grupo de controle. A maioria dos imunossuprimidos têm doenças reumatológicas, e outros têm Aids.

“O que esse trabalho pode mostrar? Que a resposta é muito diminuída e que talvez eles precisem de mais uma dose. Ela também vai nos ajudar na orientação ao paciente e quem sabe colocar esse grupo como grupo prioritário, já que ele tem uma maior chance de infecção e vai responder menos à vacina”, conclui a diretora do Hospital das Clínicas.


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