Horta comunitária é criada em Paraisópolis para melhorar a alimentação da comunidade

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São mais de 60 espécies de hortaliças e frutas plantadas em um espaço de 900 m² que vai impactar mais de 1.000 pessoas que moram na comunidade. O local será cuidado por mulheres moradoras de Paraisópolis que foram vítimas de violência doméstica


De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre junho de 2017 e julho de 2018, cerca de 10,3 milhões de pessoas, em todo o país, passaram a viver em situação de insegurança alimentar grave (quando a fome se torna uma experiência vivida no lar por causa falta de alimentos para todos os moradores do local).

Em Paraisópolis, a segunda maior comunidade da capital paulista com cerca de 100 mil habitantes, há uma tentativa de mudar a situação da fome e garantir alimentos para quem mais precisa.

No dia 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, foi inaugurada uma hora comunitária. O projeto da horta foi desenvolvido pelo Instituto Escola do Povo, em parceria com o Instituto Stop Hunger e a Sodexo.

São mais de 60 espécies de hortaliças e frutas plantadas em um espaço de 900 m² que vai impactar mais de 1.000 pessoas que moram na comunidade. O local será cuidado por mulheres moradoras de Paraisópolis e que foram vítimas de violência doméstica, com o objetivo de emponderá-las com o ensino de técnicas de cultivo e reutilização de resíduos sólidos para serem usados como fertilizantes.

“O objetivo é habilitar essas mulheres para que levem o plantio de hortaliças para dentro de suas casas e assim contribuam para melhorar a qualidade da alimentação de suas famílias. A parceria do projeto foi iniciada em 2019 e tem como objetivo melhorar a qualidade dos alimentos consumidos pelos moradores”, explica Fernando Cosenza, vice-presidente de Marketing Estratégico, Inovação e Digital da Sodexo, empresa mantenedora do Instituto Stop Hunger.

Para expandir o combate à fome na comunidade e melhorar a qualidade da comida das famílias de baixa renda, a liderança comunitária de Paraisópolis ainda quer implementar 200 hortas comunitárias nas lajes dos moradores. “Queremos incentivar o plantio de hortaliças em outros locais da comunidade e espalhar mais hortas nas lajes, casas e espaços que estejam vazios”, disse Gilson Rodrigues, presidente do Instituto Escola do Povo e líder comunitário de Paraisópolis.

Já no Pavilhão Social G10 das Favelas, serão criadas outras duas versões de hortas:

  • Vertical: conhecida como Fazenda Urbana, num espaço de 20m²;
  • Horizontal: distribuída em canteiros, caixas e vasos, produzindo frutas, legumes e verduras.

“Como boa parte da população de Paraisópolis se encontra em estado de vulnerabilidade social, a produção de vegetais vai garantir refeições mais saudáveis e nutritivas. Haverá ainda distribuição de mudas para plantio em residências, escolas e instituições, divulgando, assim, o projeto dentro e fora da comunidade”, completa Fernando Cosenza.


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