Grupo da Zona Oeste de SP cria app para auxiliar jovens a estudarem na pandemia

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O aplicativo disponibiliza 10 modalidades de cursos como: Fotografia na Raça, Matemática na Prática, Programação além do código, entre outros. As aulas surgem de acordo com os interesses da comunidade e tem o apoio de um especialista na formação do material pedagógico


Para ajudar jovens que estão em dificuldade nos estudos, por causa da pandemia da Covid-19, um grupo de voluntários da Zona Oeste de São Paulo criou o aplicativo New School.

A ideia do app começou após a morte do irmão de João Paulo Malara, em 2014. “Meu irmão acabou se envolvendo com o mundo do crime para mudar de vida e foi morto por um policial no dia do aniversário de 19 anos. Naquele momento decidi que tinha que fazer alguma coisa para mudar o futuro dos jovens que poderiam acabar da mesma forma que ele, isso pela educação”, conta.

Então, ele foi para os Estados Unidos e durante um ano trabalhou como garçom em Nova York. Nesse período conseguiu juntar R$ 70 mil, dinheiro que foi perdido ao ser investido em criptomoedas.

Para criar a primeira versão do aplicativo, o jovem vendeu tudo o que tinha e voltou ao Brasil. O aplicativo, que também tem uma sede física, funciona como um espaço de educação continuada. “Criamos um movimento educacional para ensinar na prática e de acordo com a nossa realidade por meio de um aplicativo. E agora a gente dá educação de graça, na nossa linguagem e da forma que interessa ao jovem”, explica João.

No espaço físico, chamado de espaço resenha, acontecem peças de teatro, esportes, saraus e outras atividades. No aplicativo, as pessoas têm acesso a 10 modalidades de cursos:

  • Fotografia na Raça
  • Literatura sem tédio
  • Futurismo e Inovação
  • Habilidades do Futuro
  • Matemática na Prática
  • Finanças: cuide da sua grana
  • Programação além do código
  • Liderança: seja o capitão do time
  • Projeto X: planejando o seu sonho
  • PNL: Programação Neuro Linguística

O P&D Quebrada é o nome do grupo de voluntários da New School, sendo que todos são jovens da periferia, que buscam dados sobre o que interessa a comunidade. Depois de debater e pesquisar esses dados, acontece um planejamento de aula, com o acompanhamento de um especialista.

“Temos o objetivo de expandir conteúdos que não são falados na escola, de acordo com a nossa realidade. Em biologia, por exemplo, contamos quais os efeitos no organismo quando você tem contato com alguma droga que é muito usada nos bailes funks”, conta João Paulo.

Por enquanto, o app tem 300 alunos inscritos. Para 2021, a ideia é nacionalizar o projeto e dar mais funcionalidades ao app, para alcançar pessoas em todo o Brasil. O projeto é mantido com doações, que podem ser feitas através do site: https://donorbox.org/new-school-doe-um-futuro


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