Grupo cria projeto para ajudar alunos a estudarem para a redação do ENEM

0
38

O projeto Escrevendo na Quarentena foi criado por três estudantes de Administração que, percebendo as limitações do ensino público, resolverem dar aulas de redação para estudantes que iriam prestar vestibulares


No ano passado, quando estava se adaptando as aulas online por causa da pandemia da Covid-19, Maria Eduarda Flores viu que a presença do professor iria fazer falta nos estudos para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), principalmente na hora da redação.

“Me atrapalhou muito porque eu estudava em escola pública e não tinha aula. Então, eu não escrevia muitos textos, não fazia redação, não tinha muitas aulas, fiquei um pouco parada sem conseguir estudar “, explica a estudante Maria Eduarda Flores.

Procurando ajuda, a Maria Eduarda encontrou o projeto Escrevendo na Quarentena, criado por três estudantes de Administração que, percebendo as limitações do ensino público, resolverem dar aulas de redação. As aulas aconteceram pela internet e ajudaram vários estudantes que prestaram vestibulares no final do ano passado.

“A ideia inicial era que a gente, pelo menos, pudesse ajudar um grupo de amigos mais restrito que estava precisando de ajuda porque, tinha começado a quarentena e já não estava tendo mais aula e aí a gente criou um grupo no WhatsApp, disponibilizou o link para algumas pessoas e do boca-a-boca a gente foi crescendo. A ideia é que a gente fosse entre 10 a 15 amigos e aumentou para 100, 200 alunos em pouco tempo”, explica Allan Anjos, um dos fundadores do projeto que alcançou estudantes até de fora do Estado de São Paulo.

De março a julho de 2020, todos os sábados, o trio de amigos Allan, Giulia e Cecília ministrava duas horas de aula.

“A primeira hora era reservada para discussão de uma parte mais estrutural do texto, como fazer uma boa introdução, argumentação e conclusão; e a segunda parte da aula era focada em repertório sociocultural: quais filósofos são interessantes pra pensar, quais acontecimentos são importantes”, explica Giulia Moreira.

De agosto ao fim de 2020, o projeto passou a ser mensal e mobilizou 60 pessoas para todas as tarefas, entre aulas, revisões e correções das redações. “Quando a gente percebeu a demanda dos alunos e a quantidade de pessoas que estava no projeto, a gente percebeu que nós três não íamos dar conta sozinhos, daí a gente chamou nossos colegas de faculdade”, diz Cecília Oliveira.

O resultado do projeto veio na atuação dos alunos durante a prova do Enem, como a Maria Eduardo que tirou 960 pontos, alcançando quase a nota máxima (1.000). “A gente esperava boas notas, mas superou totalmente qualquer expectativa que a gente tinha. A gente teve mais de 20 notas 800+, mais de 13 com 900+, num ano atípico em que a média geral do Enem abaixou”, diz Allan.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.