Governo restringe circulação das 23h às 5h para conter avanço da Covid-19 no Estado

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Entre os dias 26 de fevereiro e 14 de março, munícipes não podem circular pelas ruas entre às 23h e 5h, apenas em caso de ida ou volta do trabalho. Segundo o Governo estadual, a fiscalização será endurecida para aglomerações já que várias unidades de saúde já registram 100% de ocupação nos leitos de UTI e o Estado já atingiu mais de 58 mil óbitos


Para tentar conter o avanço dos casos de Covid-19 no Estado de São Paulo, o Governo do Estado anunciou mais uma regra de restrição de mobilidade: a partir da próxima sexta-feira (26), está proibida a circulação de pessoas das 23h da noite às 5h da manhã. A medida vale até o dia 14 de março.

“A restrição estabelecida é fundamentalmente para evitar eventos e situações onde pessoas participam de aglomerações desnecessárias, multiplicam a contaminação e ampliam a possibilidade de óbitos. Hoje, nós estamos pagando um preço caro. Vidas se perderam e estão sendo perdidas em função de aglomerações”, declarou o governador João Doria.

De acordo com o Governo, em qualquer período e em qualquer horário, os serviços essenciais continuam a funcionar, inclusive o transporte público. Pessoas que estiverem nas ruas entre às 23h e às 5h porque estão voltando ou indo para o trabalho não receberão advertência, não serão multadas ou impedidas de seguir caminho. Nesse horário, a fiscalização será endurecida para aglomerações.

Então, das 23h às 5h, fica proibido o funcionamento de bares, lanchonetes, comércios e restaurantes. Esses estabelecimentos devem fechar às 22h na capital paulista.

Essa restrição na circulação acontece pelo aumento no número de casos de Covid-19: várias unidades de saúde já registram 100% de ocupação nos leitos de UTI, sendo que o Estado tem quase 7 mil pacientes internados. Houve aumento de 2,3% na média diária de novas internações.

Até a última terça-feira (23), o Estado de São Paulo registrou 58.199 óbitos e 1.990.554 casos confirmados de Covid-19 durante toda a pandemia. O temor do Governo é que falte leitos nas enfermarias e UTIs para pacientes diagnosticados com Covid-19, por causa das aglomerações em festas e das novas variantes do coronavírus.

“Se nós olhamos para o futuro, nós temos uma previsão bastante preocupante que é poder esgotar os recursos de leitos de UTI em aproximadamente três semanas”, declarou o Coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes.

Para intensificar a fiscalização o Governo montou uma força-tarefa que terá a presença de equipes do Procon-SP e das forças policiais da Secretaria de Segurança Pública. “Faremos blitze, sim. Com o objetivo de orientar. Quem sabe, mais a frente, de controlar. Mas faremos blitz”, disse o general João Camilo Pires de Campos, chefe da Segurança Pública de SP.


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