Governo de SP faz novas restrições para conter recordes diários de casos e mortes por Covid-19

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Aulas, jogos de futebol, atividades religiosas e atendimento presencial em lojas e escritórios foram suspensos entre 15 e 30 de março. Na Zona Sul da capital, quatro hospitais estão com 100% dos leitos ocupados


O Governo de São Paulo endureceu as regras da Fase Vermelha do Plano São Paulo e criou uma Fase Emergencial aumentando restrições para atividades que até então estavam permitidas de funcionar, por serem serviços essenciais. A Fase Emergencial foi implantada devido ao recorde diário de novos casos e mortes por Covid-19.

“Teremos que adotar medidas ainda mais restritivas de distanciamento social para diminuir a circulação do vírus no estado de SP. É a única forma para tentarmos, neste momento, conter a aceleração das mortes e evitar que tantas famílias sejam devastadas”, disse o governador João Doria.

Confira as mudanças que acontecem em alguns serviços, entre os dias 15 e 30 de março:

• Suspensão das aulas;
• Fechamento de parques e praias;
• Fechamento de lojas de materiais de construção;
• Implantação do toque de recolher das 20h às 5h;
• Suspensão de cultos, missas e atividades religiosas presenciais;
• Suspensão de campeonatos esportivos, como jogos de futebol;
• Suspensão da retirada presencial de comida em restaurantes;
• Suspensão de atividades presenciais administrativas em escritórios.

O Governo decidiu suspender as aulas e antecipou o recesso escolar que vai acontecer entre os dias 15 e 28 de março. As escolas permanecerão abertas apenas para retirada de materiais e alimentação.

O governo estadual também recomenda o escalonamento do horário de entrada no trabalho para evitar aglomerações no transporte público. A recomendação é:

• das 5h às 7h para trabalhadores da Indústria
• das 7h às 9h para trabalhadores de Serviços
• das 9h às 11h para trabalhadores do Comércio

“Não é fácil tomar essa decisão, uma decisão impopular, difícil, dura. Nenhum governante gosta de parar as atividades econômicas do seu estado – eu, principalmente. Eu entendo o sofrimento de todos. É difícil não poder sair para trabalhar, é difícil não sair para batalhar pelo sustento da sua família, é difícil não poder ir para escola, para faculdade, ter restringido o seu convívio social, não poder ir para o seu esporte, não pode ir para a sua academia”, refletiu Doria.

Em carta enviada ao Supremo Tribunal Federal, o Governo de São Paulo informou que há “risco real de colapso em seu sistema de saúde”. Até a última quinta-feira (10), o Estado de São Paulo registrou 63.010 óbitos e 2.164.066 casos confirmados durante toda a pandemia.

Nas UTIs dos hospitais públicos e privados, a média de ocupação é de 83%, a maior taxa desde o ano passado. Na Zona Sul da capital, quatro hospitais estão com 100% dos leitos ocupados: Hospital Geral de Pedreira, Hospital do Ipiranga, Instituto Dante Pazzanese, Hospital Arthur Saboya e no Hospital da Cruz Vermelha.


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