Governo de SP entrega mais de 18 mil mudas de frutíferas para Terras Indígenas do Estado

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A ação de plantio de mudas vem possibilitando a recuperação de nascentes e, além disso, a interação interespécies fornecem alimentos para a fauna. As Terras Indígenas beneficiadas estão localizadas no Jaraguá, na capital paulista, e na Serra do Itatins e Pakurity, na cidade de Cananéia


Para fazer a recomposição florestal e a recuperação de áreas degradadas em Terras Indígenas no Estado de São Paulo, o Governo paulista entregou cerca de 18.500 mudas de frutíferas e florestais nativas para a Fundação Nacional do Índio (Funai), entre março de 2020 e janeiro de 2021. As Terras Indígenas beneficiadas estão localizadas no Jaraguá, na capital paulista, e na Serra do Itatins e Pakurity, na cidade de Cananéia.

“Além da recuperação de áreas específicas, com projetos de reflorestamento em Sistemas Agroflorestais, a aquisição de mudas de florestais nativas e, principalmente, frutíferas, tem como objetivo o enriquecimento das diversidades locais de espécies e recuperação da população de plantas raras ou em risco de extinção, como é o caso do Jatobá”, explica o indigenista da Funai e biólogo especialista em projetos sustentáveis, Marco Antonio Cordeiro Mitidieri.

A ação de plantio de mudas vem possibilitando a recuperação de nascentes e, além disso, a interação interespécies fornecem alimentos para a fauna. Um exemplo são as abelhas nativas que podem gerar mais benefícios em produtos para os indígenas, que são incentivados a reproduzir conhecimentos tradicionais, o que fortalece a educação escolar.

“A forma de manejo tradicional dos povos indígenas em seu território é extremamente sustentável, como é de fato o manejo do povo Guarani no Estado de São Paulo, responsável pela conservação ambiental de significativas parcelas da Mata Atlântica. Os projetos da Funai com as comunidades indígenas promovem benefícios não apenas para as comunidades envolvidas, mas para toda a sociedade, por meio de trabalhos que fortalecem a produção de serviços ambientais e de alimentos, e a valorização e proteção das espécies nativas, da flora e da fauna, apoiando o equilíbrio e recuperação da Mata Atlântica, gerando benefícios à toda a população”, afirma Marco Antonio.

De acordo com o Governo de São Paulo, “as mudas serão utilizadas na execução de diversos projetos tais como recuperação de nascentes e áreas degradadas, módulos agroflorestais, enriquecimento de sub-bosque, integração agroflorestal com culturas já implantadas como banana e palmito pupunha”.


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