Fazenda vertical é aposta sustentável e moderna para a agricultura

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Para produzir um alimento numa fazenda vertical não é necessário plantar e irrigar o solo: é preciso ter um ambiente protegido da luz solar, do vento e da chuva, e iluminação artificial, que serve para adaptar as condições climáticas das plantações convencionais


Até 2050, a população mundial deve chegar a 10 bilhões de pessoas, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Com essa quantidade de habitantes na terra, é preciso pensar em alternativas de consumo e sobrevivência.

Uma dessas alternativas são as fazendas verticais, um setor que tem crescido no Brasil e que deve movimentar 1,5 bilhão de dólares neste ano, de acordo com o relatório de inteligência IDTechEx “Vertical Farming: 2020-2030“.

As fazendas verticais também são um novo modelo de sustentabilidade nos grandes centros urbanos, com a produção de frutas, legumes e verduras. Na cidade de São Paulo, a primeira fazenda vertical é a Pink Farms que, em 750 m², produz alface, rúcula, acelga, manjericão, espinafre e 4,5 toneladas de hortaliças por mês sendo uma das maiores fazendas verticais da América Latina. “Não usamos nenhum tipo de agrotóxico, então é um produto muito mais limpo, com menos risco para o consumidor. Por todos esses motivos, dizemos que é o processo produtivo do futuro”, explica Geraldo Maia, um dos fundadores da Pink Farms.

Para produzir um alimento numa fazenda vertical não é necessário plantar, irrigar e rezar para que não haja pragas ou que a plantação não seja destruída pela chuva. É preciso ter um ambiente protegido da luz solar, do vento e da chuva, como um laboratório. Também é necessário iluminação artificial, que serve para adaptar as condições climáticas das plantações convencionais e dá um crescimento normal às hortaliças.

Uma pesquisa da Pink Farms mostrou que, no campo, o tempo da produção até a colheita varia entre 55 a 70 dias. Já na fazenda vertical, é mais rápido. “É como se tivéssemos aqui oito hortas de chão, uma em cada nível e muito mais produtivas porque nesse método conseguimos explorar todo o potencial da planta”, afirma Geraldo.

Em novembro deste ano está previsto que uma nova fazenda vertical comece a funcionar na cidade de São Paulo, devido a uma parceria público-privada entre a Embrapa Hortaliças com uma empresa privada de hortifrútis.


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