Favelas se unem e criam banco para fomentar negócios de empreendedores

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O Banco G10 vai oferecer crédito para empreendedores de 10 favelas do Brasil a partir desse mês de março. O projeto piloto será feito nas favelas de Paraisópolis e Heliópolis com linhas de financiamento que vão de R$ 1 mil até R$ 15 mil


Em busca de desenvolvimento econômico e social para as favelas brasileiras, líderes comunitários criaram o Banco G10 que vai oferecer crédito para empreendedores de 10 favelas do Brasil a partir desse mês de março. A prioridade é atender os negócios de 120 pequenos comerciantes, principalmente jovens e mulheres negras, que trabalhem com alimentação, beleza, moda, logística e construção civil.

“Vamos oferecer apoio para quem tem crédito negado”, explica Gilson Rodrigues, líder comunitário na Favela de Paraisópolis.

O projeto piloto será feito nas favelas de Paraisópolis e Heliópolis com linhas de financiamento que vão de R$ 1 mil até R$ 15 mil. Em seguida, serão apoiados empreendedores das favelas da Rocinha e Rio das Pedras, no Rio de Janeiro; Casa Amarela, em Pernambuco; Cidade de Deus, no Amazonas; Baixadas da Condor e da Estrada Nova Jurunas, no Pará; Coroadinho, no Maranhão; e Sol Nascente, no Distrito Federal.

O capital inicial do Banco G10 é de R$ 1,8 milhão de “investidores anônimos”. O banco também receberá assessoria de economistas e especialistas em finanças. A previsão também é criar programas sociais com um terço dos lucros adquiridos. “A proposta é que 33% dos lucros sejam destinados a programas como o Comitê das Favelas”, explica o líder de Paraisópolis.

Moradores que não são empreendedores podem conseguir um cartão de crédito do Banco G10 para fazer compras de produtos essenciais em lojas da própria comunidade.


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