Faculdade adquire equipamento que auxilia na identificação de novas cepas do coronavírus

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O equipamento, que deve chegar no próximo mês, vai verificar a diversidade genética do novo coronavírus. Será possível descobrir sua origem e dispersão, os fatores de virulência e a variabilidade genética


Com investimento de R$ 750 mil, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) adquiriu uma plataforma de sequenciamento que pode auxiliar na identificação de novas cepas da Covid-19.

“Devido à sua rapidez, versatilidade e confiabilidade dos dados gerados, o sequenciador MiSeq tem sido amplamente utilizado, tanto pela comunidade científica internacional, quanto pelos grandes laboratórios clínicos no Brasil e no mundo, como uma ferramenta de auxílio ao combate da pandemia. O Sequenciador permite a obtenção de dados genéticos do vírus em poucas horas, auxiliando os pesquisadores em relação a vigilância epidemiológica e como o vírus tem se propagado e se espalhado pelo país. Também é possível utilizar dados genômicos gerados pelo equipamento para descoberta de novas variantes que possam surgir ao longo do curso da pandemia”, explica a Profa. Dra. Alessandra Vidotto, Coordenadora do Laboratório Multiusuário.

O equipamento, que deve chegar no próximo mês, vai verificar a diversidade genética do novo coronavírus. Será possível descobrir sua origem e dispersão, os fatores de virulência e a variabilidade genética.

A Plataforma de Sequenciamento de Nova Geração já é utilizada para estudos de virologia, genética, oncologia, oftalmologia e outras áreas da medicina. “Um equipamento de extrema importância para toda a comunidade por agregar diversas áreas da Instituição, principalmente em um momento de crise sanitária por conta da Covid-19”, afirma Dulcimar Donizeti de Souza, diretor geral da Famerp.

NOVAS VARIANTES DA COVID-19

Em praticamente todos os países do mundo já foram encontradas novas cepas da Covid-19 e agora, cientistas iniciam estudos para saber se as vacinas já existentes contra o coronavírus podem combater suas variantes.

Um estudo realizado pelo Instituto Butantan confirmou que a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, é eficaz contra a variante do coronavírus encontrada em Manaus e chamada de P1. Para o estudo, foi utilizado amostras de sangue de pessoas já vacinadas com a Coronavac e que também foram testadas contra a variante.

A vacina do laboratório AstraZeneca, feita em parceria com a Universidade de Oxford, também se revelou eficaz contra a variante de Manaus. No caso da Astrazeneca, a informação foi confirmada pelo diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, ligado a Fundação Oswaldo Cruz.


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