Estudo explica a vulnerabilidade das células cerebrais de quem tem Alzheimer

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O estudo tem o objetivo de entender porque alguns neurônios sucumbem mais rapidamente à doença e outros continuam impermeáveis diante dos sintomas. O estudo foi feito por cinco pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, junto com cientistas da University of California San Francisco, dos Estados Unidos


Depois que pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) usaram duas técnicas consideradas de baixo custo para diagnosticar o mal de Alzheimer, chegou a vez de outros cientistas receberem destaque por suas pesquisas sobre a doença.

Dessa vez, o estudo trata sobre a vulnerabilidade seletiva no nível dos neurônios individuais e revela um mapeamento das primeiras células acometidas pela doença. O estudo foi feito por cinco pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), junto com cientistas da University of California San Francisco, dos Estados Unidos.

A Profª Lea Tenenholz Grinberg, autora-sênior do estudo e integrante do Departamento de Patologia da FMUSP explica: “alguns neurônios sucumbem à doença anos antes dos primeiros sintomas aparecerem, enquanto outros parecem impermeáveis à degeneração que as cerca e perduram até os estágios finais da doença. Tornou-se uma questão premente para nós entender os fatores específicos que tornam algumas células seletivamente vulneráveis à patologia de Alzheimer, enquanto outras se mostram capazes de resistir a ela por anos”.

Inicialmente, o grupo de cientistas acreditava que as proteínas tóxicas associadas ao mal de Alzheimer, que se acumulam em algum neurônio, destruíam a célula. Mas, ao estudarem os tecidos cerebrais de pessoas que morreram com a doença, em diferentes estágios, os cientistas descobriram o contrário.  “As descobertas sustentam a ideia de que o acúmulo de proteína é um impulsionador crítico de neurodegeneração, mas nem todas as células são igualmente suscetíveis. Planejamos continuar estudando os fatores de vulnerabilidade seletiva, uma abordagem nova que pode direcionar para o desenvolvimento de terapias para retardar ou prevenir a propagação do Alzheimer”, explica a Profª Lea.


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