Estudo da USP faz reabilitação precoce em pacientes com Covid-19 na UTI

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Essa reabilitação precoce, conhecida como reabilitação fisioterápica, envolve exercícios cardiorrespiratórios usando bicicleta ou levantando da cama. A ideia é entender como a reabilitação ainda na UTI pode ajudar pacientes graves a voltarem as suas atividades sem sequelas


Desde o início da pandemia da Covid-19, é comum pacientes que sobreviveram a doença relatarem alguns sintomas físicos que persistem, mesmo que o vírus não esteja mais no corpo. Muitos pacientes, inclusive, precisam fazer algum tipo de reabilitação para voltar à ativa.

A Universidade de São Paulo (USP), então, realiza um estudo de reabilitação com pacientes de quatro hospitais da cidade de São Paulo. E a parte mais importante do estudo é: os pacientes estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Essa reabilitação precoce, conhecida como reabilitação fisioterápica, envolve exercícios cardiorrespiratórios com graduação de peso e andar usando bicicleta ou levantando da cama.

De acordo com o estudo da USP, os pacientes graves têm déficits físicos quando recebem alta hospitalar e a reabilitação é uma estratégia para retornar as suas formas físicas podendo fazer suas atividades diárias.

O estudo ainda está em andamento, mas já acompanhou 250 pacientes em três momentos: durante a internação, na UTI e na enfermaria, e três meses depois que receberam alta. Os pacientes estão sendo atendidos no Hospital das Clínicas da USP, no Hospital das Clínicas de São Bernardo do Campo, no Hospital do Coração e no Hospital Sírio Libanês.

Já foi possível avaliar que quando a reabilitação começa na UTI, os pacientes ficam menos dias na ventilação mecânica e diminuem os distúrbios de consciência, a fraqueza muscular e os dias de internação.

Dos 250 pacientes avaliados, 36% saíram do hospital andando sozinhos, 37% andam com ajuda e 27% não conseguiram andar. Outros 65% conseguem tomar banho sozinhos, 56% não conseguem usar o banheiro sozinhos e 44% precisam de ajuda para vestir uma roupa.

No total, o estudo vai acompanhar 400 pessoas até o final da pandemia.


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