Estudo da USP descobre que ultrassonografia pulmonar é eficaz na previsão da evolução clínica de pacientes com Covid-19

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Os pesquisadores utilizaram um protocolo de exame que analisou 12 regiões do pulmão de 180 pacientes internados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A ultrassonografia pulmonar foi escolhida por ser feita em serviços de emergência e ter baixo custo, já que o equipamento usado é portátil


Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) descobriu que a ultrassonografia pulmonar, método usado para diagnosticar doenças pulmonares, também é eficaz na previsão da evolução clínica de pacientes com Covid-19 e que estão em estado grave.

“Vimos que a ultrassonografia pulmonar é um bom preditor da necessidade de internação e UTI, intubação endotraqueal e de morte de pacientes com Covid-19 admitidos no serviço de emergência. Pode ser um método simples e barato para fazer prognóstico de infectados pelo vírus”, explica o médico Heraldo Possolo de Souza, coordenador da pesquisa.

Para chegar a esta conclusão sobre os riscos de internação em UTI, intubação e morte, os pesquisadores utilizaram um protocolo de exame que analisou 12 regiões do pulmão de 180 pacientes internados no Hospital das Clínicas da FM-USP, sendo que 58% eram homens e com idade média de 60 anos.

A ultrassonografia pulmonar foi escolhida por ser feita em serviços de emergência e ter baixo custo, já que o equipamento usado é portátil.

“É um exame que chamamos de ‘point of care’, ou seja, é realizado à beira do leito do paciente e exige treinamento muito menor dos médicos do serviço de emergência para interpretar os resultados do que a tomografia, por exemplo”, explica Julio Cesar Garcia de Alencar, médico do pronto-socorro de clínica médica do HC e primeiro autor da pesquisa.

As 12 regiões do pulmão analisadas (áreas anteriores, laterais e posteriores dos dois lados) são pontuadas seguindo os padrões de ventilação, indo de 0 a 3 pontos. A soma dos pontos de todas as regiões varia de 0 a 36.

Entre os resultados: pacientes com pontos de 14 a 16 têm mais chances de precisarem da UTI; pacientes com mais de 20 pontos têm maior risco de morrer.

No geral, a pontuação média registrada foi de 18,7: dos 180 pacientes analisados, 74 foram para a UTI, 52 foram intubados e 61 morreram.

“Confirmamos a hipótese de que a pontuação da ultrassonografia pulmonar pode ajudar a prever a admissão em UTI, intubação e óbito de pacientes com Covid-19 em estado grave”, afirma o médico Julio Cesar Garcia de Alencar.


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