Estudo da USP conclui que método mais eficaz para descontaminar máscara é estufa de calor

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Foram avaliadas máscaras cirúrgicas e do tipo N95, usadas por profissionais da saúde, de cinco fabricantes, com equipamentos usados em quatro métodos de descontaminação


Desde o início da pandemia, especialistas em Infectologia alertam que o uso de máscara facial é fundamental para evitar a contaminação pelo coronavírus. Além de usar máscara, é necessário higienizá-la, trocando-a duas vezes ao dia, no mínimo.

Para profissionais da saúde, no entanto, existe um método mais eficaz de higienização das máscaras cirúrgicas e as do tipo N95: uma estufa com calor seco, que mantém a capacidade de filtração e também permite o reaproveitamento dos materiais.

“Na primeira fase do estudo, realizada em laboratório, diferentes métodos de descontaminação de máscaras foram utilizados e parâmetros como permeabilidade e filtragem das máscaras foram avaliados. Na fase de ‘vida real’, feita no HC, a presença do vírus Sars-Cov-2 foi avaliada por meio do teste RT-PCR antes e após a descontaminação”, explica a pesquisadora Marina Farrel e a professora Silvia Figueiredo, que participaram da pesquisa e representam o Instituto de Medicina Tropical e a Faculdade de Medicina da USP.

Foram avaliadas máscaras cirúrgicas e do tipo N95 de cinco fabricantes, com equipamentos usados em quatro métodos de descontaminação: calor seco (estufa), autoclavagem (autoclave), termodesinfecção (máquina de secagem térmica) e peróxido de hidrogênio (máquina de vapor).

“Também foi medida a eficiência da filtragem de partículas e capacidade de retenção de DNA, ou seja, o quanto a máscara consegue impedir a passagem de moléculas de DNA”, aponta a pesquisa.

Depois do décimo ciclo de descontaminação na estufa, as máscaras cirúrgicas perderam a capacidade de filtrar o DNA, mas os respiradores mantiveram a capacidade de retenção.

“O estudo constatou que o mero uso da máscara, isto é, fatores como vestir e retirar, umidade da respiração e fala, já altera sua performance nos testes analisados quando comparada com a máscara nova. Porém, essa diferença é baixa, menor do que as diferenças encontradas entre as diversas marcar de máscaras e, portanto, sem significado prático”, concluem as pesquisadoras.


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