Estudo com 77 países, incluindo o Brasil, indica que proteção social é importante para conter o coronavírus

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O livro indica que iniciativas como redução de impostos/tarifas para públicos vulneráveis e pagamento de auxílio emergencial ou linhas de crédito para empresas são fatores que ajudam a conter a disseminação do vírus e evitam mortes, se essas ações forem implementadas de maneira coordenada com medidas de saúde


Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, uma pesquisadora brasileira participou da liderança de um estudo, transformado em livro, que conclui: a proteção social é determinante para conter a Covid-19.

“O grande achado do nosso estudo foi que os países que conseguiram atrelar, lá no começo da pandemia, medidas de saúde não farmacológicas – como distanciamento social, rastreamento de contato e o uso de máscaras – a políticas sociais que permitiram que as pessoas de fato ficassem em casa conseguiram obter uma boa resposta no enfrentamento da pandemia. E isso foi observado em países de alta, média e baixa renda”, afirma Elize Massard da Fonseca, Professora no Departamento de Gestão Pública da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas e pesquisadora do Centro de Estudo de Política e Economia do Setor Público (CEPESP/FGV).

Também liderado por profissionais dos Estados Unidos, o livro “Coronavirus Politics: The Comparative Politics and Policy of COVID-19” analisou os 10 primeiros meses da propagação do coronavírus ao redor do mundo, até setembro do ano passado, quando nenhum país tinha vacina. No total, participaram 66 pesquisadores que escreveram sobre 77 países.

O livro indica que iniciativas como redução de impostos e tarifas para públicos vulneráveis e pagamento de auxílio emergencial ou linhas de crédito para empresas são fatores que ajudam a conter a disseminação do vírus e evitam morte, se essas ações forem implementadas de maneira coordenada com medidas de saúde.

“No Brasil, cada Estado trouxe a sua medida de distanciamento social, às vezes até o lockdown, mas tudo de forma muito descoordenada. No início de 2021, com a alta dos casos e mortes, parece que começou a cair a ficha e iniciou-se uma discussão de os Estados tentarem fazer ações mais articuladas. No Brasil, o Ministério da Saúde é o responsável por essa coordenação, mas, por uma série de motivos, não chamou para si essa responsabilidade”, avalia a pesquisadora.


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