Estudo aponta que criação de hortas urbanas podem alimentar toda a população da Grande SP

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Um mapeamento do Instituto Escolhas revela que a transformação de espaços verdes degradados em espaços de produção de alimentos pode gerar 180 mil empregos e alimentar 20 milhões de pessoas na Região Metropolitana de SP


Cerca de 63 milhões de brasileiros devem começar a viver abaixo da linha da pobreza e 20 milhões abaixo da linha da extrema pobreza, depois do fim do auxílio emergencial.

Mas, há caminhos para resolver este problema. Um mapeamento do Instituto Escolhas revela que a transformação de espaços verdes degradados em espaços de produção de alimentos pode gerar 180 mil empregos e alimentar 20 milhões de pessoas na Região Metropolitana de SP (RMSP).

“Do ponto de vista do preço, produzir perto é fundamental. Porque você diminui a distância entre o produtor e o consumidor e não precisa de vários intermediários nessa comercialização. Você tanto aumenta a lucratividade do produtor, que já está bastante achatada, como diminui o preço pro consumidor”, explica Jaqueline Ferreira, gerente de Projetos e Produtos do Instituto Escolhas.

Através de uma plataforma interativa, o mapeamento “Mais perto do que se imagina: os desafios da produção de alimentos na metrópole de São Paulo”, mostra como funciona o sistema alimentar na região metropolitana de São Paulo e apontando as complexidades alimentares da população paulistana.

Pela plataforma também é possível descobrir que existem diferentes tipos de agricultura urbana e periurbana na RMSP: agricultura comercial de médio e grande porte; agricultura comercial de pequeno porte; agricultura comercial familiar; agricultura multifuncional; agricultura urbana multifuncional; fazenda urbana vertical; hortas institucionais, quintais produtivos e hortas comunitárias.

O estudo levou em consideração o potencial de espaços que ainda estão desocupados ou que poderiam ampliar a sua produção, além do processamento, distribuição e consumo de produtos alimentícios.

Para isso, as políticas públicas precisam fomentar iniciativas de suporte a esses produtores. “As prefeituras, o Governo do Estado tem que garantir no zoneamento e na identificação territorial, a importância da agricultura. Um segundo aspecto muito importante é garantir esse canal mais curto de comercialização. Então, isso pode ser feito desde o ponto de vista do poder público, aumentando as compras públicas de produtores locais, e do ponto de vista do setor privado, de comprar dos produtores locais”, aponta a gerente.


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