Estudantes ganham medalha com dispositivo para tratar esgoto do Rio Tietê

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As três alunas utilizaram casca de banana, uma bactéria e um composto que dissolve gordura para criar protótipo que trata o esgoto doméstico antes de ir para o rio. Testes serão feitos no Rio Tietê, em parceria com a Empresa Metropolitana de Águas e Energia


A qualidade da água do Rio Tietê sempre foi uma das principais preocupações de quem preza pelo meio ambiente. Pensando nisso, três jovens da capital paulista tiveram uma ideia: tratar o esgoto doméstico antes que chegue ao Rio Tietê.

E como fazer isso? Criando um dispositivo que limpa metais pesados com casca de banana, utilizando a bactéria Bacillus subtilis e dissolvendo a gordura com um composto biossurfactante.

Foi essa ideia que deu uma medalha de bronze para Anally Nunes de Souza, Júlia Rodrigues da Silva e Keiko Moura Hanashiro, estudantes de um colégio particular da cidade de São Paulo. A medalha foi disputada no Internacional Festival of Engineering Science and Technology – I-FEST², realizado pela Associação Tunisiana para o Futuro da Ciência e Tecnologia (ATAST), que teve 150 estudos propostos.

“A ideia das meninas era utilizar o protótipo em locais que não têm rede de esgoto adequada. O melhor é que o dispositivo também é barato: os três materiais que usamos para limpar a água são acessíveis”, explicou a professora de biologia Leila Miguel Stávale, orientadora do grupo.

Enquanto aguardam empresas manifestarem interesse em produzir e distribuir o dispositivo, um teste será feito na área da Usina da Elevatória da Traição. “Vamos testá-lo no próprio rio, porque a Empresa Metropolitana de Águas e Energia [EMAE] fechou uma parceria com a gente”, afirmou a professora.

QUEDA NA POLUIÇÃO DO RIO TIETÊ

Diminuição do lixo e da fuligem. Essas são algumas das mudanças que a pandemia da Covid-19 trouxe para Rio Tietê, de acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica.

A mancha de poluição diminuiu de 163 km para 150 km (em comparação dos últimos 12 meses) e, primeira vez desde 2010, não houve registro de trechos da água com qualidade péssima. A qualidade da água também registrou melhora em 94 km, atingindo condição boa. Em trechos de qualidade regular, própria para vida aquática e uso humano, somam-se 382 km.

“Nosso trecho de cabeceira do rio, que é importante para irrigação, abastecimento, está melhorando. Isso se deve a tratamento de esgoto. “É urgente promover a requalificação ambiental das bacias hidrográficas paulistas, com envolvimento de todos os usuários e governos, com ações que começam pela recuperação e a proteção de corpos d’agua urbanos e rurais e que formam a vasta rede de drenagem das bacias hidrográficas da Mata Atlântica”, disse Malu Ribeiro, gerente da Fundação SOS Mata Atlântica.


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