Estudantes da USP criam aplicativo para ajudar analfabetos funcionais

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As alunas conquistaram o 1º lugar de uma competição internacional, na categoria “Comunicação de Impacto”, e buscam apoio para disponibilizar o app para 62 milhões de adultos capazes de ler frases curtas e escrever o próprio nome, mas que não conseguem ler livros


De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2019, o Brasil tem 11 milhões de analfabetos e é muito possível que na próxima pesquisa esse número aumente, já que muitas crianças não entraram na escola ou se afastaram dos estudos, por causa da pandemia da Covid-19.

Também há uma outra categoria: o analfabetismo funcional, que atinge 62 milhões de adultos capazes de ler frases curtas e escrever o próprio nome, mas que não conseguem ler livros.

Pensando em melhorar esse cenário e proporcionar educação a essa população, quatro estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), criaram um aplicativo para ajudar na alfabetização de adultos.

Com o app, que ainda não está disponível, as alunas conquistaram o 1º lugar de uma competição internacional, na categoria “Comunicação de Impacto”. Agora, as alunas desejam desenvolver o aplicativo e disponibilizá-lo para a população que não saber ler e escrever.

“Inicialmente, a gente pensou em desenvolver algo para estimular a realização de exercícios físicos na quarentena. Mas é uma coisa que já existe e queríamos sair da nossa bolha de privilégios”, explica a estudante Luiza Machado.

“Então decidimos fazer algo que tivesse impacto verdadeiro na sociedade. E durante uma reunião de brainstorm, que é o famoso toró de ideias, apareceu a questão do analfabetismo”, completa Marina Machado.

Com a dúvida se analfabetos conseguem utilizar o celular, as criadoras do app consultaram pedagogas e, através de pesquisas, descobriram que 86% dos analfabetos funcionais utilizam o WhatsApp, por exemplo.

E, inspiradas no método do educador Paulo Freire, criaram abordagens de aprendizagem significativa. “A proposta é que os usuários possam aprender escolhendo as lições segundo seus temas de interesse”, explica Luiza.

Através do mascote Beto, o aplicativo ABC vai ajudar o público a conhecer o alfabeto e a avaliar o progresso do aprendizado, através de exercícios.

Para disponibilizar o app, as estudantes buscam apoio de especialistas em educação e desenvolvimento de aplicativo. Para ajudar, envie e-mail para: [email protected]


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]lnews.com.br

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