Escola construída com materiais recicláveis é inaugurada na periferia da Zona Leste

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São mais de 2,5 milhões de embalagens plásticas recicláveis que compõem a estrutura da Mangalô Montessori School, uma escola bilíngue criada pelo Instituto Mangalô, e que foi construída com a ajuda de 600 voluntários


Imagine estudar em uma escola totalmente sustentável, feita de materiais recicláveis? Pois essa escola existe e aqui na cidade de São Paulo: no Parque São Rafael, na Zona Leste da capital.

São mais de 2,5 milhões de embalagens plásticas recicláveis que compõem a estrutura da Mangalô Montessori School, uma escola bilíngue criada pelo Instituto Mangalô, e que foi construída com a ajuda de 600 voluntários.

“A escola foi construída, desde sua fundação até o teto, com materiais provenientes da reciclagem, embalagens que certamente poluiriam os rios, mares e aterros. É um projeto desenhado e pensado por engenheiros e arquitetos, mas contou com a ajuda de moradores das comunidades próximas, gente que levava a própria ferramenta ou que nunca tinha batido um martelo. Com mais de dois milhões de caixas, virou um casarão com boa acústica e que não gera bolor ou umidade”, explica Fernando Teles, fundador da ONG.

A Mangalô Montessori School tem capacidade para atender 100 estudantes. O ensino será baseado no Método Montessoriano, que trabalha o desenvolvimento infantil sem interferir diretamente nele, e tem características específicas, como por exemplo: salas com alunos de diferentes idades, estímulo ao autoconhecimento e a autodisciplina, utilização de utensílios do cotidiano na aprendizagem.

Ainda este ano, o Instituto Mangalô pretende oferecer cursos online, para profissionais da Educação, se atualizarem sobre o Método Montessoriano. “O método convencional faz tudo em massa, uma única atividade para todos, que devem estar na mesma caixinha. No Montessori a gente consegue olhar para a habilidade de cada criança”, explica Nathalia Cardoso, diretora educacional da Mangalô.

Os alunos serão bolsistas ou pagantes de uma mensalidade social que varia de R$ 150 a R$ 550. As inscrições devem abrir em novembro e as famílias vão responder um questionário socioeconômico que vai identificar o valor a ser pago na mensalidade ou o benefício da gratuidade. “Sei o quanto precisam, afinal, eu sou cria da comunidade, nasci e fui criado em um cortiço na periferia e sempre estudei em escola pública da quebrada. E conseguir unir isso tudo à sustentabilidade ambiental é muito inovador”, acredita o criador do projeto.


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