Empresas privadas se mobilizam para fornecer oxigênio a hospitais durante a pandemia

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O Governo de São Paulo decidiu acionar empresas de produção e logística de oxigênio para que o fornecimento não seja interrompido para os hospitais, diante do agravamento da pandemia. A AMBEV informou que vai montar em Ribeirão Preto, em 10 dias, uma usina exclusiva para o envase de oxigênio para fornecer, gratuitamente, ao setor público de saúde de todo o país


O agravamento da pandemia da Covid-19 em todo o Brasil tem trazido muitas preocupações e, uma delas, é um problema que aconteceu em janeiro deste ano em Manaus e que deixou todo o país desolado: falta de oxigênio.

Sim, essa é uma realidade cada vez mais latente, principalmente no Estado de São Paulo. Na última semana, por exemplo, pacientes internados em uma Unidade de Pronto Atendimento da Zona Leste da capital paulista precisaram ser transferidos às pressas para outro hospital porque o suprimento de oxigênio que estavam usando já estava no limite.

Então, o Governo de São Paulo decidiu acionar empresas de produção e logística de oxigênio para que o fornecimento não seja interrompido para os hospitais.

As empresas que já fornecem oxigênio e outros gases hospitalares garantiram que vão cumprir com os contratos vigentes, inclusive uma nova demanda, já que novos leitos estão para ser abertos no sistema de saúde de São Paulo.

“Esse esforço do Governo de São Paulo é para atender a rede estadual de hospitais, mas também leva em conta a rede de hospitais públicos municipais, a rede de entidades filantrópicas, as nossas Santas Casas, e também a rede privada”, informou o Vice-Governador Rodrigo Garcia.

Os hospitais de grande porte têm usinas próprias ou grandes tanques de oxigênio, mas unidades de saúde menores, como Unidades Básicas de Saúde, dependem de cilindros de oxigênio, que estão escassos em todo o país. O Governo estadual também pediu às indústrias (setores naval, automotivo, petroquímico e metalúrgico) que disponibilizem cerca de três mil cilindros, para serem utilizados em hospitais.

“Nós estamos fazendo um grande chamamento ao setor privado, para que aqueles que possuem cilindros de oxigênio possam doar ou emprestar para o Estado. O objetivo é atender a todos os municípios que precisam de oxigênio o mais rápido possível”, destacou o presidente da InvestSP, Wilson Mello.

Além disso, a AMBEV informou que vai montar em Ribeirão Preto, em 10 dias, uma usina exclusiva para o envase de oxigênio para fornecer, gratuitamente, ao setor público de saúde de todo o país.

“Equipamentos já estão sendo adquiridos e a expectativa é que a produção comece no início de abril. A usina terá capacidade para produzir 120 cilindros de 10 m³ por dia e será operada pelos times da Ambev, que trabalharão em turnos para garantir a produção 24h por dia. Os cilindros de oxigênio serão doados para unidades de saúde em situação crítica no estoque de oxigênio”, afirmou a AMBEV.

Para distribuir os cilindros doados, a Copagaz se comprometeu a adaptar a frota utilizada no transporte de botijões de gás para abastecer os hospitais.


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