Empresários investem na educação de crianças de Paraisópolis com projeto social

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O programa Super Padrinho reúne pessoas que apadrinham crianças moradoras de Paraisópolis, com o pagamento da mensalidade em escolas de elite no Morumbi. Até agora, 41 crianças já foram apadrinhadas para estudar


Transformar a vida de jovens pela educação.

Esse é o lema do programa Super Padrinho: pessoas de qualquer lugar podem se tornar padrinhos e madrinhas de crianças e jovens que moram na comunidade Paraisópolis e custear a educação deles em colégios de alto padrão da capital paulista.

“Nós sempre começamos com crianças menores, com cinco ou seis anos. Além de favorecer a adaptação quanto ao conteúdo, isso ajuda na integração social entre elas, o que poderá ser determinante para o seu desenvolvimento profissional no futuro”, explica Renato Rodrigues Tucunduva Júnior, que criou o projeto há 10 anos.

Atualmente, 41 crianças são apadrinhadas por 36 pessoas, a maioria empresários que pagam a mensalidade das crianças em colégios de elite no Morumbi. Os padrinhos, claro, acompanham o desempenho dos alunos apadrinhados.

“Isso é importante para entender se ele está conseguindo acompanhar o conteúdo ou se é preciso contratar um professor particular, por exemplo”, explica Renato.

O programa Super Padrinho surgiu depois que Renato e a sua esposa ajudaram um programa semelhante que acontecia em Minas Gerais. Então, decidiram ajudar as crianças que vivem perto do Morumbi, bairro onde o casal mora.

O projeto foi divulgado e os padrinhos foram chegando. Cada padrinho paga as mensalidades diretamente às escolas, que cobram entre R$ 700 e R$ 2.500, com um desconto de 20% para as mensalidades do programa Super Padrinho.

Também é possível pagar apenas uma parte da mensalidade ou fazer um apadrinhamento compartilhado. Os padrinhos também bancam passeios didáticos, material escolar e, às vezes, até cursos de idiomas.

Se um padrinho, em algum momento, não consegue continuar com o pagamento da educação de uma criança, o projeto busca uma alternativa. Em alguns casos, as escolas oferecem bolsas de estudo.

“Há casos em que os próprios colegas se mobilizam. A turma de um aluno que estava terminando o nono ano fez um abaixo-assinado pedindo para que o colégio lhe concedesse uma bolsa. Deu certo e ele pôde continuar os estudos ali até se formar”, diz o fundador do projeto.

Para ser o padrinho de uma criança, acesse: www.superpadrinho.com.br/


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