Em pesquisa, paulistanos revelam que aceitam contribuir financeiramente com proteção de mananciais

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A proposta, inclusive, tramita na Procuradoria Geral do Estado, que ainda não emitiu um parecer sobre a iniciativa. A contribuição seria inclusa na conta de água para que a Sabesp realize trabalhos de preservação e cuide dos custos operacionais


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) com o Datafolha, em abril de 2019, revelou que 69% dos moradores da cidade de São Paulo aceitariam pagar uma taxa mensal, através da conta de água, para a preservação de mananciais.

A proposta, inclusive, tramita na Procuradoria Geral do Estado, que ainda não emitiu um parecer sobre a iniciativa.

“A proposta parte da revisão das melhores práticas no mundo. Não é uma taxa ou custo. É investimento em segurança hídrica. Representa um aporte financeiro com resultados a longo prazo. Os usuários pagam, mas é um incremento com impacto residual nas contas”, explica Guilherme Checco, coordenador da pesquisa do Instituto Democracia e Sustentabilidade.

A pesquisa também revelou os valores que cada cidadão aceitaria pagar: 35% concordam em pagar taxa até R$ 5; 24% pagariam até R$ 3; outros 24% pagariam R$ 1 e cerca de 17% aceitariam contribuir com R$ 0,50.

“O modelo de negócio do saneamento básico precisa pensar em cuidar dos mananciais para poder captar, tratar e vender, que é a lógica atual. Para isso, esse valor tem que estar dentro da tarifa. Mas isso não significa necessariamente que a conta vai aumentar. Pode ser da ordem de centavos por m³”, afirma Claudio Klemz, especialista em políticas de segurança hídrica da ONG The Nature Conservancy.

A proposta da ONG The Nature Conservancy e do Instituto Democracia e Sustentabilidade é incluir a proteção dos mananciais que abastecem a cidade de São Paulo nos custos operacionais da Sabesp, o que resultaria em um acréscimo no valor da conta que o consumidor recebe todo mês. A porcentagem da receita da Sabesp que seria destinada a essa proteção seria definida pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

“A revisão da estrutura tarifária tem como objetivo modernizar o modelo adotado, de um lado focando os subsídios na população de baixa renda, garantindo o acesso aos serviços de saneamento por meio da avaliação de sua capacidade de pagamento, o que colabora para universalização do serviço que é essencial para a dignidade humana, e por outro adequando as condições de competitividade dos serviços ofertados pela Sabesp nos segmentos não residenciais”, informa a agência em nota.


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