Comunidade de Heliópolis ganha horta comunitária para proporcionar alimentação saudável

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A ideia é nacionalizar o projeto de hortas nas comunidades, alcançando 1.000 lajes, para conscientizar a população sobre o desperdício de alimentos e ainda treinar mulheres para que tenham independência financeira

Depois de inaugurar uma horta comunitária em Paraisópolis, chegou a vez dos 200 mil moradores de Heliópolis terem a oportunidade de se alimentarem de forma mais saudável com alimentos produzidos pela própria comunidade.

Em mais uma iniciativa do Bloco G10 Favelas, em parceria com o Instituto Stop Hunger e Sodexo, a horta comunitária de Heliópolis tem capacidade para produzir 750 plantas por ciclo, sendo que neste primeiro serão 15 espécies. O projeto ainda tem uma horta vertical e sistema hidropônico, com 19 metros de parede produtiva.

“A melhor forma de apoiar a população neste momento é oferecendo condições para que as pessoas tenham alimentação saudável. Levando horta para dentro das casas das pessoas, o projeto Agrofavela possibilita as famílias de baixa renda a ter acesso a comida de qualidade e mais barata”, afirma Gilson Rodrigues, coordenador nacional do G10 Favelas e líder comunitário em Paraisópolis.

A intenção do Bloco G10 Favelas é nacionalizar o projeto de hortas nas comunidades, alcançando 1.000 lajes para conscientizar a população sobre o desperdício de alimentos e ainda treinar mulheres para trabalhar nas hortas.

A primeira AgroFavela-ReFazenda foi inaugurada na comunidade de Paraisópolis em outubro de 2020 e, até dezembro, já foram colhidos 300 kg de hortaliças num espaço de 900 m².

“Um dos objetivos da horta comunitária AgroFavela-Refazenda é disseminar o conceito de fazendas urbanas, adequando ao contexto das comunidades carentes, como Paraisópolis, explorando possibilidades como hortas verticais, utilização de espaço em quintais, lajes e canteiro para plantio e cultivo de hortaliças. Além disso, temos a oportunidade de engajar e apoiar as mulheres, em maioria chefe da família, a terem sua própria renda e uma possível profissão. Toda a infraestrutura do projeto é 100% subsidiada com o apoio financeiro da Stop Hunger na França e Instituto Stop Hunger no Brasil”, afirma Andreia Dutra, presidente do Instituto Stop Hunger no Brasil.


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