Cientistas criam técnica de baixo custo que pode identificar o Alzheimer

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Para diferenciar pacientes saudáveis de pacientes diagnosticados com Alzheimer, os pesquisadores utilizaram a técnica de eletroencefalografia (EEG) combinada com um algoritmo computacional. A doença acomete 15 milhões de brasileiros com mais de 60 anos de idade


Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) usaram duas técnicas consideradas de baixo custo para diagnosticar o mal de Alzheimer.

A doença acomete 15 milhões de brasileiros com mais de 60 anos de idade, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Também é a causa mais comum da demência, que causa a perda das habilidades intelectuais e sociais de uma pessoa e assim, a perda de memória, de maneira progressiva.

Para diferenciar pacientes saudáveis de pacientes diagnosticados com Alzheimer, os pesquisadores utilizaram a técnica de eletroencefalografia (EEG) combinada com um algoritmo computacional.

“A técnica utilizada nesse trabalho, proposta durante meu doutorado, permite mapear dados fisiológicos em uma rede complexa e analisar a dinâmica de informações a partir das características da rede associada. É sabido que dados de EEG de pacientes com a doença de Alzheimer apresentam uma diminuição das chamadas componentes de alta frequência, bem como um aumento das componentes de baixa frequência, quando comparados ao exame de pacientes sadios. Observamos que dados de EEG de pacientes com dinâmicas distintas [sadios versus doentes] resultaram num mapeamento em redes com topologias também distintas, o que atesta a eficiência da técnica”, explica Adriana Campanharo, professora do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB-Unesp) e coordenadora do estudo.

Para chegar ao diagnóstico, os pesquisadores classificaram os dados de EEG de 48 voluntários (24 saudáveis e 24 com Alzheimer em estágio avançado) com a classificação das redes complexas, ou seja, um conjunto de vértices e arestas.

Também foi possível identificar as áreas do cérebro mais afetadas pela doença: a região temporal-parietal esquerda, localizada na parte traseira superior da cabeça. “A observação corresponde à compreensão atual sobre a progressão da doença, que geralmente se manifesta nessa região, responsável pela memória verbal e que, aparentemente, é mais vulnerável”, afirma Aruane Mello Pineda, primeira autora do trabalho.

Agora, o grupo de pesquisadores trabalha com um banco de dados que reúne mais de 100 pacientes, de saudáveis a pessoas que enfrentam diferentes estágios do Alzheimer. No futuro, o grupo espera que o trabalho ajude num diagnóstico automático e preciso da doença.


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