Cientistas brasileiros usam plasma de cavalos para criar soro antiCovid-19

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Enquanto a vacinação continua e profissionais da Saúde seguem lutando pela vida de seus pacientes, cientistas do Instituto Butantan e do Instituto Vital Brasil desenvolvem um soro que pode ajudar no tratamento da doença


Infelizmente, não existe um remédio que possa curar a Covid-19 ou aliviar o tratamento. Até agora, todos os remédios indicados não tem comprovação científica, mesmo assim seguem sendo indicados por autoridades.

Depois de quase um ano de milhares de vidas perdidas, várias vacinas contra o coronavírus já foram desenvolvidas e muitos países já iniciaram a imunização de suas populações.

Aqui no Brasil, enquanto a vacinação continua e profissionais da Saúde seguem lutando pela vida de seus pacientes, cientistas do Instituto Butantan e do Instituto Vital Brasil desenvolvem um soro que pode ajudar no tratamento da doença.

O soro tem como fonte o plasma de cavalos. “O experimento com o plasma dos cavalos permite que o tratamento [antiCOVID-19] seja produzido em grande escala. Os animais não sofrem com o processo de retirada de plasma e, conseguimos, assim, uma grande quantidade de medicamento disponível”, esclarece Adilson Stolet, presidente do Instituto Vital Brasil.

Outros países, como Costa Rica, México e Argentina também estão desenvolvendo o soro, que pode ser eficaz no tratamento da doença. A rápida pesquisa é possível porque as técnicas utilizadas já são empregadas na produção do soro antirrábico, então, há experiência acumulada. “Até hoje não foi desenvolvido um antiviral específico para o coronavírus e o soro pode ser uma alternativa”, explica a diretora de Inovação do Instituto Butantan, Ana Marisa Chudzinski-Tavassi.

Segundo os laboratórios, os testes na fase in vitro e em camundongos foram bem sucedidos e enviados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária para aprovação de testes em humanos. “Precisa ter certeza se não é tóxico, se vai ter efeitos positivos e negativos. Ela [Anvisa] tem uma lista de testes e exigências que a gente tem que fazer”, completa a diretora.

“Nós temos três mil ampolas desse soro prontas esperando autorização da Anvisa para iniciar os estudos clínicos, soro, diferente de vacina, é tratamento, então, brevemente nós poderemos iniciar um estudo clínico no Brasil capitaneado aqui pelo estado de São Paulo na área de tratamento da doença com um soro heterólogo altamente potente”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.


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