Campanha “Organizar Para Proteger” destaca impacto das práticas indígenas na conservação dos biomas brasileiros

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Lançada em abril, campanha busca enfatizar a importância do trabalho desempenhado por organizações indígenas na defesa de seus territórios e do meio ambiente


Em parceria com o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), organizações indígenas lançam a campanha Organizar Para Proteger nas redes sociais. O cenário sócio-político enfrentado pelos povos originários, o colapso climático e o uso sustentável de recursos naturais são alguns dos temas debatidos pela ação, que teve início em abril e segue cronograma até junho. A articulação tem como objetivo fortalecer as entidades que atuam em defesa dos direitos indígenas e demonstrar que a proteção de seus territórios representa, também, uma das melhores alternativas de conservação dos biomas brasileiros.

A campanha é fruto da cooperação entre o Centro de Trabalho Indigenista e seis organizações indígenas: a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), que atua na região com a maior quantidade de povos indígenas isolados registrada no mundo, inserida na Amazônia; a Associação Wyty Catë das Comunidades Timbira do Maranhão e Tocantins, presente no Cerrado e em áreas de transição da Amazônia; a Comissão Guarani Yvyrupa, que opera na Mata Atlântica e no Pampa; a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), presente na Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga; a Associação Xavante Warã e o Conselho do Povo Terena, que atuam no Cerrado e Pantanal.

O último relatório “Governança florestal por povos indígenas e tribais”, da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe (Filac), aponta que povos indígenas são os melhores guardiões das florestas da América Latina e do Caribe quando comparados aos responsáveis por outras florestas da região. O documento foi lançado no dia 25 de março de 2021 e é baseado na revisão de mais de 300 estudos publicados nos últimos 20 anos.

No Brasil, existem mais de três centenas de povos originários, somando cerca de um milhão de pessoas que se articulam cotidianamente na tentativa de manterem vivas suas culturas, de lutar pela gestão autônoma de seus territórios e de combater a flexibilização das leis ambientais. Nesse sentido, a campanha Organizar Para Proteger foi articulada para mostrar que é possível fortalecer as entidades representativas indígenas e tornar coletivo os debates direcionados à conservação da terra e de quem dela cuida.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

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