Artista plástico transforma moradores da Zona Leste em obras de arte através da pintura

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O artista plástico e educador Chuck Gomes sentiu falta das pessoas na pandemia e decidiu homenagear os vizinhos moradores de São Miguel Paulista com pinturas inspiradas em artistas brasileiros e estrangeiros


No extremo da Zona Leste de São Paulo, 370 mil pessoas moram no bairro de São Miguel Paulista. Alguns desses habitantes são a inspiração do artista plástico Chuck Gomes, que decidiu homenagear os vizinhos com a sua arte.

A ideia surgiu quando começou a sentir falta das pessoas nas ruas, já que a pandemia obrigou todo o mundo a ficar dentro de casa, isolados para evitar a contaminação pela Covid-19.

“Eu tava em casa e comecei a sentir falta das ruas, das pessoas e eu tentei retratar todas as partes das ruas aqui do bairro e as pessoas que fazem parte do nosso cotidiano, que são celebridades aqui, mas as vezes estavam passando despercebidas pelo dia a dia”, explica o artista plástico, que também é professor.

Escola de São Miguel Paulista

Moradores, comerciantes, locais de uso comum, a periferia da Zona Leste são a arte retratada nas telas. Para o artista, a sua arte mostra o orgulho que todo cidadão deve ter do local em que mora. “Retratar o bairro é muito importante, pelo menos pra mim, como educador e artista, porque o nosso bairro… a gente tem que olhar ele como se fosse uma obra de arte. A gente não precisa ir num museu pra ver uma obra de arte, apesar de eu fazer bastante isso, mas é você enxergar a quebrada como se ela fosse um pintura de Van Gogh e você olhar a quebrada e valorizar, ter orgulho de onde a gente mora”, diz.

Suas inspirações são pintores brasileiros famosos e também estrangeiros. “O processo de criação, eu fui inspirado por alguns artistas que eu gosto bastante, tanto os brasileiros como Candido Portinari, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, como os pintores impressionistas, como o Monet, que com pinceladas mostram o cotidiano das pessoas”, explica.

Assim, mostrando o cotidiano ele retratou, por exemplo, o comerciante Adaílson Barbosa, que é conhecido na região por carregar um botijão de gás na cabeça enquanto anda de bicicleta. “Ele já era uma celebridade do bairro. De certa forma ele é um personagem e também um artista, ele faz uma coisa muito peculiar de andar de bicicleta com um botijão de gás na cabeça”, afirma o artista.


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