Anvisa autoriza Instituto Butantan a testar soro antiCovid-19

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Com a autorização, o soro vai ser aplicado em pacientes pacientes transplantados de rim (no Hospital do Rim) e em pacientes com comorbidades, internados no Hospital das Clínicas. Os cientistas vão avaliar se o remédio tem o efeito de amenizar os sintomas


O Instituto Butantan recebeu autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para iniciar os testes em humanos do soro anticovid-19, que foi desenvolvido a partir do plasma de cavalos. O Instituto tem três mil soros para testes.

Com a autorização, o soro vai ser aplicado em pacientes pacientes transplantados de rim (no Hospital do Rim) e em pacientes com comorbidades, internados no Hospital das Clínicas. Os cientistas vão avaliar se o remédio tem o efeito de amenizar os sintomas.

“É um concentrado de anticorpos contra o coronavírus. Quando o paciente começa a ter manifestações clínicas importantes, ele já pode receber o soro, que começa a combater o vírus e isso permite que a doença não continue”, explica Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

O soro tem como fonte o plasma de cavalos: o vírus foi inativado por radiação e aplicado nos cavalos, que produzem anticorpos do tipo IgG. Outros países, como Costa Rica, México e Argentina também estão desenvolvendo o soro. A rápida pesquisa é possível porque as técnicas utilizadas já são empregadas na produção do soro antirrábico, então, há experiência acumulada.

“Os animais que foram tratados tiveram seu pulmão protegido, ou seja, não desenvolveram a forma fatal da infecção pelo coronavírus, mostrando que os resultados de estudos em animais são extremamente promissores e esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nesses estudos clínicos que poderão ser autorizados”, explica Dimas Covas.

Em testes realizados em ratos infectados, o Instituto Butantan apurou que o soro diminuiu a carga viral do novo coronavírus e reduziu o perfil inflamatório. Além disso, a estrutura pulmonar dos ratos também ficou preservada. “O objetivo da pesquisa é verificar a segurança, a dose mais apropriada e a eficácia do soro em pacientes com quadro inicial de sintomas de Covid-19. Espera-se que o soro impeça que a doença evolua para quadros graves nesses pacientes”, informou o Instituto.


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